Inflação registra a maior alta desde junho de 2005

Inflaçao

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador oficial de inflação e que baliza o sistema de metas – atingiu em setembro uma elevação de 0,53%, contra uma alta de 0,37% em agosto. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação assusta e acelera – Com isso, no acumulado em 12 meses, a alta dos preços da economia totaliza 7,31%, o que significa o maior valor anualizado desde junho de 2005, quando o índice havia atingido 7,27% em doze meses. O resultado também comprova que a inflação está acelerando, a despeito do discurso do governo de que esta deve se acomodar até o final do ano. No acumulado em doze meses até agosto, a variação tinha ficado em 7,23%. De janeiro a setembro, por sua vez, a apreciação é de 4,97%.

Passagem aérea é vilã – O IBGE informou que foram as passagens aéreas as vilãs da inflação em setembro. A categoria exerceu, sozinha, um impacto de 0,09 ponto porcentual no IPCA, o maior do mês. O instituto apurou que os vôos subiram, em média, 23,4% em relação a agosto – mês em que as tarifas haviam apresentado queda de 5,95%. A consequência é que, enquanto as despesas com transportes haviam mostrado estabilidade no oitavo mês do ano (0,03%), elas saltaram para 0,70% no mês passado.

O resultado de transportes foi influenciado também pelos combustíveis, que tinha caído 0,09% em agosto, mas voltaram a subir em setembro, com acréscimo de 0,69%. Somente o preço do litro do etanol aumentou 3% no mês passado, contra um avanço de 0,30% no mês antecedente. Já a gasolina ficou 0,50% mais cara, sendo que em agosto tinha mostrado queda de 0,14%.

Preço de automóvel volta a subir – De agosto para setembro, o IBGE destaca ainda o item conserto de automóvel (que passou de 1,10% para 1,23%), mantendo-se em alta. Além disso, também pesaram sobre o IPCA as variações do seguro voluntário (de -0,88% para 0,86%) e automóveis, tanto novos (de -0,37% para 0,18%) quanto usados (de -0,60% para 0,51%). Em resumo, após a medida do governo que aumentou em 30 pontos porcentuais o IPI dos importados, os preços dos veículos voltaram a subir, após meses em queda.

Os preços dos alimentos aumentaram 0,64% em setembro, causando impacto de 0,15 ponto porcentual no IPCA e respondendo por 28% do índice mensal. Vários produtos ficaram mais caros, com destaque para o feijão carioca (6,14%), açúcar refinado (3,82%) e cristal (3,42%), frango (2,94%) e leite (2,47%).

Apesar da alta, o grupo alimentação e bebidas mostrou desaceleração de agosto (0,72%) para setembro (0,64%), o que é explicado pelo menor crescimento de preços de determinados itens, destacadamente carnes (de 1,84% em agosto para 0,99%), frutas (de 3,07% para 1,45%) e pão francês (de 0,63% para 0,57%). Houve também quedas expressivas nos preços do alho (de -8,96% para -16,84%), cebola (de -7,40% para -7,69%) e tomate (de -0,58% para -6,79%).

Dessa forma, o grupo alimentação e bebidas (0,64%), com impacto de 0,15 ponto percentual, somado a transportes (0,78%), também com 0,15 ponto, apropriaram-se de 0,30 ponto percentual do IPCA de 0,53%, dominando 57% dele, ou seja, mais da metade.



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