'Quero que adolescentes entendam como pais são bacanas', diz escritora

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Em entrevista ao SRZD, a escritora Thalita Rebouças, sucesso entre os adolescentes, falou sobre seu novo livro “Fala sério filha! – A vingança dos pais”, lançado na última quarta-feira no Rio de Janeiro e o seu verdadeiro objetivo.

“Fala sério, filha! – A vingança dos pais” não só inaugura um novo conceito gráfico da série, mas também mostra de forma mais ampliada visão dos pais de Maria de Lourdes. “Nos outros livros eles narram até os 12 anos da Malu, então foi legal mostrar o que o pai e a mãe dela tinham a dizer quando ela estava naquela idadezinha dos 15 ou 16 anos”, conta Thalita. “É uma coisa que não acontece com os outros livros”, explica a escritora que se considera privilegiada por receber não só o carinho dos jovens leitores, mas de seus pais também.

Outro diferencial do novo livro é a atração que gerou por parte dos pais, ainda maior que os anteriores. Ela contou que durante o lançamento do livro foi “bacana” porque “as mães ou compravam um livro para elas e outro para os filhos, ou elas pediam o autógrafo junto. Então eu recebi muito carinho dos pais e das mães”.

Entretanto, o carinho recebido ainda não é o suficiente para a escritora sentir-se realizada com o novo trabalho. "Na verdade o que eu quero mesmo com esse livro é o que aconteceu com “Fala sério, professor!”, que as pessoas diziam: eu passei a dar mais valor para os meus professores. Quero que aconteça isso com os pais, quero que os adolescentes entendam como os pais são bacanas por enfrentarem tantas situações por causa deles", revela. “Quero muito com esse livro, além de causar o diálogo em casa, além de divertir, fazer com que os adolescentes terminem a leitura com vontade de dar um abraço nos pais”.

“Fala sério, filha! – A vingança dos pais” reúne crônicas que contam a árdua e doce tarefa dos pais de educar os filhos abordando diversas situações cotidianas como a chegada dos irmãos mais novos, um tradicional almoço em família, as brigas com os coleguinhas da escola e principalmente a preocupação materna de preparar os filhos para a vida em sociedade.

Além do novo lançamento, que tem deixado a escritora muito animada pela recepção do público, alguns títulos fazem parte da lista de favoritos de Thalita. Entre eles estão “Fala sério, mãe!”, o sucesso do trabalho marcou a carreira da escritora carioca por ser o primeiro a entrar na lista dos mais vendidos. “Me fez ser lida por gente que não tinha o hábito de ler e que se interessou pelo livro porque é um livro de crônicas”, disse ela. E também “Ela disse, ele disse”, um dos últimos títulos publicados e o mais difícil. “Foi o livro mais difícil porque tem um menino”, explica ela, mas também o mais surpreendente “porque quando ele foi lançado no ano passado ele vendeu 30 mil exemplares em 30 dias e até hoje está vendendo como água”, diz Thalita Rebouças entusiasmada.

Ainda assim, talvez o favorito dos favoritos seja “Uma fada veio me visitar”, citado pela escritora como “o livro que eu mais gostei de escrever por ser uma fada. Uma personagem que eu podia escrever qualquer coisa para ela falar porque é uma fada louca e incompetente que eu adorei fazer”.

Com tanto sucesso, Thalita Rebouças é querida em todo o país, tanto que quando questionada a escritora não conseguiu definir onde foi melhor recebida, mas afirma que ama ir às cidades fora do eixo Rio – São Paulo. “É muito bacana receber o carinho das pessoas e ver que os meus livros estão chegando tão longe da realidade. Porque a Malu é super carioca e fala super do Rio”, explica ela que faz planos para voltar a todas as cidades que visitou em 2011 no próximo ano.

Apesar de não definir uma cidade favorita, a escritora recorda Palmas, no Tocantins e Fortaleza no Ceará. “No ano passado a bienal do Tocantins foi muito emocionante para mim. Um auditório com mil pessoas. Lotado. Foi lindo ver os adolescentes correndo para sentar na frente para me ouvir falar. E em Fortaleza foi um auditório exatamente assim. Ficou gente do lado de fora”, recorda.

Ela ainda acrescenta: “e quando eu penso que eu não faço show, eu não canto, eu escrevo livro. Então é muito bacana poder ver que as coisas que eu escrevo chega nessas pessoas e fazem essas pessoas se divertirem”.

O sucesso de Thalita Rebouças é tamanho que atravessou as fronteiras brasileiras. Com seis títulos publicados em Portugal, a escritora disse ao SRZD que tem planos para levar seu trabalho ainda para a Itália, onde já foi procurada por três editoras, na Espanha, na Argentina e ainda nos países nórdicos, onde um agente de escritores infanto-juvenil, incluindo Ziraldo, acredita que os livros de Thalita possam fazer sucesso.

Thalita já esteve em Portugal divulgando os livros “Que cena, amiga!”, “Que cena, amor!”, “Que cena, mãe!”, “Que cena, professor!” e “Que cena, pai!” da série “Fala sério”, no Brasil e ainda “Tudo por um pop star” e contou que os fãs portugueses “são tão empolgados quanto os brasileirinhos”, apesar de tímidos e reservados em um primeiro momento.

“Eles pedem beijos, abraços e pedem para autografar nos braços deles, o que é o máximo. Então eu recebo muito carinho lá e fico muito feliz”, disse.

Thalita Rebouças não só é uma escritora de sucesso, como também uma grande incentivadora da leitura, por isso lançou a campanha “Ler é bacana” e afirma que o resultado tem sido positivo. “Eu posso apontar que quando eu comecei a escrever há onze anos, a frase que eu mais ouvia era: ler é chato. E era uma frase dita com muito orgulho pelos adolescentes, e agora não. Eles batem no peito para dizer que ler é bacana, quem acha que ler é chato tem vergonha de dizer. A gente está conseguindo mostrar para os adultos que adolescente lê sim”, disse Thalita.

“A disputa que rola pelos meus broches, o Ler é bacana, é sempre um sinal de que elas realmente querem botar aquilo no peito, na camisa, na mochila para mostrar que elas entendem que ler é a melhor coisa do mundo, então é muito bacana”, completa.

Thalita concordou ainda que um dos motivos da aversão dos jovens à leitura pode ser os títulos escolhidos pelos professores na escola como leitura obrigatória. “Lembro que tive um professor que no mesmo ano em que deu Dom Casmurro, deu também O Alquimista e Feliz Ano Velho para mostrar para a gente que existem vários tipos de histórias e que cabe a gente escolher o que ler quando não é obrigado a ler”, conta ela. “Esse professor foi um grande mestre de literatura porque ele realmente me conquistou dando para a gente títulos tão diferentes”, completa.

“Então acho que cabe ao professor ter essa sensibilidade de descobrir o que fisga o aluno dele. Basta você dar uma pequena chance. Escolher um assunto do seu interesse que eu duvido que um livro não te cative, não te fisgue”, finaliza.
Fonte:SRZD



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