Lobão diz que aumento na gasolina é possível neste ano

Gazolina alta

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira (8) que há possibilidade de aumento no preço da gasolina neste ano, mas que a decisão ainda não está tomada.
“Existe a possibilidade, não existe a decisão”, disse o ministro a jornalistas, ao acrescentar que há necessidade, por parte de Petrobras, de que haja aumento. O ministro disse que, de um lado, o governo se preocupa com a inflação e, de outro, com os resultados da Petrobras.
As ações da Petrobras subiam na Bovespa nesta quarta-feira, refletindo a expectativa de possível novo aumento de preços de combustíveis ainda neste ano. Às 11h43, o papel preferencial subia 3,4% e o ordinário tinha alta de 4,2%. Enquanto isso, o principal índice de ações da Bovespa subia 1,48%.
O aumento a ser realizado ainda não está definido e está sendo discutido pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério de Minas e Energia, segundo Lobão, para que primeiro se chegue a um número ante de se tomar a decisão.
O ministro admitiu a orientação do governo para esperar um pouco para realização do aumento de forma a não haver impacto na inflação, mas que o governo pode vir a ceder diante da necessidade de um aumento.
Segundo o ministro, o aumento que foi dado no preço da gasolina não chegou ao consumidor em função da redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mas ele não compensa a defasagem que a Petrobras tem em relação aos preços internacionais. Esta diferença foi apontada como um dos motivos, mas não o principal, para o prejuízo registrado pela estatal no último trimestre, o primeiro em mais de 13 anos.
Etanol
Lobão afirmou, ainda, que a elevação dos preços da gasolina ajudaria o etanol. “Precisamos ajudar o etanol porque temos a necessidade de produzir cada vez mais e os produtores se queixam dos preços baixos, exatamente em razão do preço da gasolina, que também é baixo”, disse.
Executivos da Petrobras já afirmaram anteriormente que a meta é buscar paridade internacional para os preços dos combustíveis vendidos no Brasil. Nesta terça-feira (7), a presidente da Petrobras, Graça Foster, voltou a afirmar que a empresa tem o dever de mostrar ao governo, que é o acionista controlador, a importância de uma paridade com os preços praticados nos mercados internacionais, e voltou a defender novos rejustes na gasolina.
“Se você perguntar para quem vende, se há ou não necessidade, eu vou dizer que sim. Quem vende quer volume e preço”, afirmou a executiva. Ela ressalvou, porém, que a política de preços da Petrobras é sempre focada no médio e longo prazo e que o mais importante é ter um volume crescente da demanda doméstica. “Quando temos preço acima, com volume crescente muito maior, recuperamos muito muito mais rapidamente a receita que não geramos em algum combustível que esteja defasado”, destacou.



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