Cinema de rua, um negócio em extinção

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Quando as luzes se apagaram no número 2423 da rua da Consolação, em São Paulo, no início da madrugada da última sexta-feira, não era apenas o Cine Belas Artes que sofria uma debacle. A agonia do tradicional cinema paulistano, que funcionou no mesmo endereço por 68 anos, está inserida em uma crise maior, a do cinema de rua. Assolado pela concorrência dos shopping centers, com sua promessa de segurança e comodidade, e dos multiplex, com sua grandiosidade impressa no número de salas, nas poltronas e nos quitutes, as salas de exibição com porta para a calçada vivem um momento difícil. “O cinema de rua é um negócio em extinção”, diz Ricardo Difini, presidente da Federação Nacional Das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec).

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) ainda não tem números de 2010, mas dispõe de dados que comprovam a involução do circuito de rua no país. Nas três capitais com maior número de cinemas – é preciso lembrar que as pouco mais de 2.000 salas de exibição brasileiras estão concentradas em 8% dos municípios do país –, o decréscimo é nítido.

De 2008 para 2009, Belo Horizonte fechou 19 salas de rua (de 74 para 55), enquanto ganhou quatro em shoppings centers (de 132 para 136). São Paulo, sede do Belas Artes, fechou 67 salas na rua (202 para 135) e perdeu apenas três em shoppings (de 598 para 595), variação próxima à estabilidade. E o Rio de Janeiro, que chegou a perder dez salas em shoppings centers (214 para 204) entre os anos de 2008 e 2009, viu cair quase pela metade o número de cinemas de rua: de 92 para 50.

“São poucos os cinemas de calçada que sobrevivem. Em Porto Alegre, o último fechou há cinco anos”, diz Difini, que mora na capital gaúcha



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