Polícia Militar alerta para risco de queimadas no período de estiagem

Queimadas

A Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), alerta sobre os riscos de incêndio florestal nesta época do ano, devido às condições favoráveis à propagação descontrolada do fogo, por conta do período de estiagem.

Durante o ano, o período com maior índice de queimadas vai de julho a outubro, onde é preciso que as pessoas tomem precauções ao frequentar locais com mata e outras formas de vegetação, independentemente de ser reserva, parque ou propriedades particulares.

Os cuidados são necessários para que não se inicie um incêndio florestal, que poderá ser desastroso para o meio ambiente, causando danos às propriedades rurais e urbanas, além do perigo de ocasionar vítimas fatais, dentre elas, aqueles que forem designados para combater o fogo, ou mesmo para quem o provocou.

O BPMA alerta que o impacto ambiental das queimadas é preocupante, pois prejudica a fertilidade do solo e danifica a biodiversidade. Também há produção de gases nocivos à saúde humana e diminuição da visibilidade atmosférica, que pode causar acidentes em estradas, além de interferir na qualidade do ar e, consequentemente, na saúde das pessoas.

Até as queimadas controladas, que são aquelas que podem ser feitas com autorização do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), ficam suspensas no período compreendido entre 1º de maio e 31 de outubro, pois, apesar de serem exigidas ações preventivas de segurança para sua realização, o somatório de fatores adversos que imperam nesse período eleva o grau de risco, de tal modo que o uso do fogo deve ser evitado a todo custo.

Segundo o comandante do BPMA, tenente-coronel Francisco Gomes, “é muito importante que as pessoas mudem, definitivamente, a cultura de realizar queimadas como alternativa de preparo do solo para cultivo, pois causa o empobrecimento do solo, principalmente da camada superior que é a mais fértil, além de provocar a morte dos micro-organismos que sustentam o seu equilíbrio. O ideal é que sejam feitos aceiros nas cercas ao redor das propriedades de modo a preservá-las de um possível incêndio florestal, minimizando os prejuízos e evitando ser responsabilizado pelo dano”, afirmou o oficial.

O comandante lembra que provocar incêndio em floresta é crime punível com reclusão de até quatro anos, ou até cinco anos se danificar Unidades de Conservação como Parques ou Reservas Biológicas. O uso do fogo em áreas agropastoris sem autorização sujeita o responsável à multa de R$ 1 mil por hectare ou fração, além da reparação dos danos causados. Ele ressalta a importância da parceria da população, no sentido de auxiliar na prevenção e no combate às queimadas. “O incêndio florestal quase sempre nasce de uma ação humana, é preciso que todos mudem seu comportamento e tenham consciência do perigo que existe ao se utilizar o fogo, mesmo nas formas mais simples como um cigarro, um fogo de artifício em dia de comemoração ou na queima do lixo ou folhas secas, pois pequenas ações impensadas podem resultar em grave risco de vida às pessoas e ao meio ambiente”, ressalta o tenente-coronel, Francisco Gomes.

Dicas importantes

Não jogar pontas de cigarro acesas em locais cobertos por vegetação, onde um incêndio pode ser iniciado;

Evitar fazer fogueiras. É importante certificar-se se realmente é necessário acender uma. Lembrando que nas unidades de conservação como: parques nacionais, estaduais ou municipais é, expressamente, proibido acender fogueira;

Se for permitido e necessário, acenda a fogueira da forma correta, isolando-a da mata ao redor. Limpe os galhos próximos, e, crie uma proteção com pedras. Se possível, umedeça a área ao redor de onde será acesa a fogueira;

Não utilize lenha em excesso, pois um fogo muito forte pode atingir a vegetação próxima e se alastrar rapidamente;

Ao término do uso apague-a corretamente. Nunca abandone um local com uma fogueira acesa ou com as brasas ativas. Mesmo abafando com pedras e terra, as brasas ainda permanecerão acesas por algum tempo;

O uso de fogueiras destrói a fertilidade do solo, fazendo com que o local fique estéril por um grande período de tempo;

Soltar balões é crime. Eles caem em locais de difícil acesso, podendo causar incêndios de grandes proporções;

Não deixe no solo vidros e outros tipos de lixo;

Nunca faça chamas no interior de uma barraca de camping;

Leve sempre as refeições já preparadas;

Evite fumar na floresta ou em locais densamente arborizados;

Mantenha fora do alcance das crianças, isqueiros ou fósforos;

Sempre consulte o órgão estadual ou municipal do meio ambiente antes de fazer queimada, pois você poderá está cometendo crime ambiental;

Construção de aceiros, que devem ser mantidos limpos e sem materiais combustíveis são importantíssimos para evitar um incêndio florestal;

Construção de estradas vicinais, no interior de florestas, facilita a fiscalização e favorece o carreamento dos meios de controlar os incêndios;

Avisar de imediato, em caso de incêndio florestal, ao Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e a Polícia Militar Ambiental e nunca tente combater um incêndio sozinho;

Quanto às queimadas controladas, é importante frisar que elas só poderão ocorrer com autorização do Idaf, e seguindo rigorosamente as normas de segurança. O fogo não conhece limites de propriedades. Procure alternativas mais coerentes com a preservação ambiental. Geralmente esses incêndios são feitos de forma controlada, mas muitas vezes eles podem fugir do controle e trazer grandes prejuízos ao meio ambiente. Quando isso acontece deixa de ser uma queimada e passa a ser denominado incêndio florestal.

Contatos com BPMA

Região Centro/Serrana: (27) 3636-0173
Região Norte/Noroeste: (27) 3711-8151
Região Norte/Nordeste: (27) 3763-3663
Região Sul: (28) 3521-3358, (28) 3553-2042
E-mail: p3bpma.pm@gmail.com



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