Cooperativa atrai atenção do mercado exterior para o café do ES

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O café do Espírito Santo tem ganhado cada vez mais espaço no mercado exterior, principalmente nos Estados Unidos, com o trabalho de uma cooperativa que reúne 200 produtores rurais de café arábica da chamada região das “Montanhas Capixabas”. Segundo a organização, foram enviadas cerca de duas mil sacas do produto apenas neste ano. A cooperativa Pronova abriu as portas para aqueles que nunca tinham imaginado que um dia venderiam café para outros países. Cuba e Itália também estão fazendo contato para comércio.

Em todo o Espírito Santo atualmente existem 149 cooperativas, com cerca de 230 mil cooperados. Juntas geram mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, envolvendo aproximadamente 600 mil pessoas, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras no Espírito Santo (OCB-ES). O cooperativismo é um modelo socioeconômico que tem em sua base a participação democrática, a solidariedade, a independência e a autonomia, ou seja, alia o desenvolvimento econômico e o bem estar social.
A cooperativa produz café nas regiões Serrana e Sul do estado. A unidade foi fundada em 2004, mas os produtores se reúnem para propor melhorias para as lavouras desde 1989. O presidente da Pronova explica a importância da cooperativa na vida dos pequenos produtores. “Eles até poderiam conseguir algum destaque, mas não dessa forma como têm agora. É preciso ter um volume de produção, o que não é simples. É preciso essa união, essa organização”, diz.

O produtor rural Benjamim Falchetto, de 86 anos, faz parte do grupo desde o início. Ele lembra que os primeiros anos foram muito difíceis para todos. “Antes da cooperativa, os comerciantes pagavam abaixo do mercado. Agora não, o lucro é maior. Hoje estamos colhendo as vitórias de estarmos juntos”, comemora.
O produtor Gilberto Brioschi, de 47 anos, é dono de uma propriedade na localidade de Providência, em Venda Nova do Imigrante, região Serrana do estado, e é um dos cooperados. Possui 80 mil pés de cafés e chega a colher 700 sacas por safra. Desse total, 400 são de cafés com qualidade para ser exportado para os Estados Unidos. “Se não fosse a cooperativa seria mais difícil. O mercado está oferecendo novas oportunidades para todos nós”, diz Gilberto.
A conquista de Brioschi só foi possível graças ao selo Fair Trade, conquistado pela cooperativa em 2005. Este selo permite a identificação do café e garante que o produto passou por rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos dos pequenos produtores.

Exportações
O presidente do Sistema da OCB-ES, Estherio Colnago, afirma que essa novidade traz um novo ânimo para as cooperativas do estado. “Para exportar é preciso preço e volume. A entrada no mercado externo consolida o trabalho dos cooperados e mostra que o sistema está sempre a procura de novidades. As vendas dos nossos produtos para fora do Brasil ajudam muito o trabalho das cooperativas”, afirma.
Outros países também já demonstraram interesse pelo café produzido no Espírito Santo. “Cuba e Itália já estão fazendo contato com nossas cooperativas para levar nossos produtos pra lá”, diz o presidente do Sistema OCB-ES.

A Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) fechou acordo com a Itália para exportar 200 toneladas do grão, que beneficiará cerca de 130 famílias do Espírito Santo. Desta vez, a variedade será o conilon. “Cem toneladas foram embarcadas na segunda quinzena de julho e o restante será entregue agora em agosto”, diz o presidente da cooperativa Argeu Uliana.

As 334 sacas foram estufadas e lacradas no armazém da cooperativa, em Afonso Cláudio, na região Serrana, reduzindo assim os valores gastos com logística. Além do montante vendido aos italianos, a cooperativa embarcou mais de 14 mil sacas de café robusta para Cuba.
Ensino
Outra modalidade de cooperativismo em destaque no estado é o educacional. Um bom exemplo é a Centro de Educação e Cultura “Saber” (Coopeducar), uma cooperativa de pais de Venda Nova do Imigrante. "Em 2000, um grupo de pais se uniu para oferecer uma educação diferente para os filhos. A idéia era fornecer uma maior formação com participação efetiva da família!, explica o presidente da Coopeducar, Diomar Vazzoler.

No início, eram apenas 20 pais. Hoje, são mais de 300. A escola da cooperativa atende 270 crianças. “Todas as decisões do colégio são tomadas em grupo. Essa é a essência do cooperativismo, a participação mútua”, diz a diretora da escola Elis Regina Falqueto.

O cooperado João Fábio Zandonadi, de 57 anos, diz que está muito feliz com os resultados obtidos pela cooperativa. “Aqui conseguimos tornar nossos filhos cidadãos. A preocupação maior não é com a quantidade de aulas e disciplinas, mas com a qualidade de estudos. E os resultados começam a aparecer. Conquistamos o primeiro lugar no Enem no Sul do estado e nossos alunos foram até para o exterior melhorar a formação. Isso não tem preço e nos dá muito orgulho como pais. Sabíamos que aquele sonho não era em vão”, comemora.

Fonte: G1



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