Jovem recebe aparelho para surdez no ES e espera baterias há 4 meses

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Após passar por uma cirurgia de implante coclear para voltar a ouvir, uma adolescente de 13 anos enfrenta problemas com o aparelho auditivo, no Espírito Santo. Há quase quatro meses, a menina espera que o estado compre uma bateria para que o equipamento funcione. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que o pedido do equipamento já foi feito e que as baterias devem chegar em breve.
Em outubro de 2010, a Justiça determinou que fosse fornecida a manutenção do equipamento e o custeio dos materiais e medicamentos, mas, segundo a família da adolescente, a determinação não vem sendo cumprida.
A mãe da menina, Lourdilene Mozer, contou que a adolescente está envergonhada e chateada com a situação. Ela fez a cirurgia em 2009 e espera a chegada das baterias para que o aparelho volte a funcionar. A mãe tem medo que a filha se isole e por isso comprou baterias improvisadas.
“O dia a dia dela tem sido complicado porque ela avançou muito e quando acontece um problema desse de faltar a bateria e também não ser utilizado o sistema que ela usa em sala de aula para entender o que o professor fala, há uma regressão. Eu sou cobrada pela escola, eu sou cobrada pela pedagoga, que de fato não sabem o que está acontecendo. Já tem três meses que ela não usa o sistema modular a frequência, porque a bateria que é usada no sistema FM, pode ser usada também no implante, mas acabou”, explicou.
A família contou que uma determinação da Justiça garante que o Estado forneça a manutenção do equipamento, o custeio de todos os materiais e medicamentos que forem necessários. “É lamentável, porque já ganhamos essa ação na Justiça. Já foi determinado, através de uma liminar. Existe uma sentença que diz que a minha filha e outras crianças tem direito a isso, garantido por lei”, disse.
Sem conseguir ouvir, a adolescente contou para mãe que vem passando por constrangimentos e que já quis deixar a escola. “Eu percebo que ela não quer nem ir pra escola. Ela vai forçada, porque ela tem dificuldade em ouvir o professor. As notas dela estão baixas, ela está com um complexo de inferioridade muito grande”, completou a mãe.
Em resposta ao caso, o subsecretário da Sesa, Edimar dos Anjos explicou que o pedido da fonoaudióloga da menina foi feito há somente 12 dias e que por ser específica, a bateria não pode ser estocada. “Essa bateria é muito específica e o fornecedor é de São Paulo. A partir da solicitação da fonoaudióloga da criança, abrimos um processo de compra. A empresa já está encaminhando essa bateria por Sedex 10 para a Superintendência e depois vai ser encaminhado para a paciente. A empresa fez contato com a família para saber a cor do aparelho, porque ela é muito específica. A informação que temos é que o pedido da fonoaudióloga foi feito no dia 4 de setembro. E isso faz doze dias”, afirmou.

Fonte: G1

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