Bebê pode ter sido sacrificado

Coveiro ceniro se assustou ao saber do ritual_200_200

A Polícia Civil investiga se um bebê foi sacrificado em ritual religioso, que começou por volta das 19h00 de sexta-feira, no cemitério do bairro Aeroporto, em Cachoeiro de Itapemirim. No local foram encontrados sangue e vísceras, em copos descartáveis, mas a perícia ainda fará exames para saber se são humanos. O corpo da criança, no entanto, não foi achado. Moradores chamaram a polícia quando o recém-nascido, que aparentava ter pouco mais de um mês de vida, começou a chorar insistentemente. “Ouvi o choro, olhei e vi seis adultos com o bebê, que estava no colo de uma mulher. Ela levantou a criança três vezes e beijou-lhe a testa”, relatou a dona de casa Sueli de Oliveira, 36.

Algumas crianças da rua também acompanhavam a movimentação. Sueli teve que sair para pedir que chamassem a polícia. Quando soube que foram encontradas vísceras no local, ela conta que chorou. “Não sabia que eles matariam a criança. Senão, eu teria impedido”. Quando a polícia chegou, entretanto, o grupo já havia se retirado, segundo testemunhas, apressadamente, em um carro vermelho. Além das vísceras, e de sangue no chão e também em dois copos descartáveis, havia no local duas velas pretas e duas brancas, duas garrafas de cachaça e uma réplica de caixão. A Polícia Civil busca informações que possam ajudar a resolver o caso. Até o fechamento da edição, nenhum dos suspeitos havia sido encontrado. As imagens da câmera de segurança de uma empresa vizinha ao cemitério foram solicitadas para ajudar na identificação do automóvel usado pelo grupo.

A perícia chegou ao cemitério do Aeroporto por volta das 22h30 e recolheu amostras das vísceras e do sangue, que foram encaminhados para análise no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. O caso assustou até quem trabalha no cemitério. “Trabalho há 34 anos aqui e no cemitério do Coronel Borges e nunca vi um fato desses. É assustador”, disse o coveiro Ceniro Antônio Alves, 61.

Choro

“Ouvi o choro, olhei e vi seis adultos com o bebê, que estava no colo de uma mulher. Não sabia que eles matariam a criança. Senão, eu teria impedido”.

Sueli de Oliveira, 36, dona de casa

Susto

“Trabalho há 34 anos aqui e no cemitério do Coronel Borges e nunca vi um fato desses. É assustador”,
Ceniro Antônio Alves, 61, coveiro.

Fonte: O Fato



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