Contador tem prisão prorrogada

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O contador Hélio Grechi Roza, acusado de ser o mentor de um esquema de corrupção na Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, teve a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias. O motivo é o recolhimento de mais provas contra ele por parte do Ministério Público.

O promotor Rodrigo Monteiro disse à reportagem que continua ouvindo pessoas para concluir o caso. Ontem, segundo ele, houve o depoimento de seis pessoas. Hoje, outras seis devem comparecer à Promotoria de Justiça e, amanhã, mais sete. Nenhum deles é servidor da Câmara Municipal.

“São pessoas que comercializaram gado com Hélio Grechi, que teria utilizado o dinheiro desviado da Câmara Municipal. Estamos ouvindo uma série de pessoas para saber se há envolvimento de cada uma e também para localizar o gado comprado, que servirá para ressarcir o erário”, explicou o promotor.

Rodrigo informou que os seis carros da família do contador foram apreendidos e estão no pátio da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim. “Estamos levantando informações sobre o patrimônio de Hélio”.

Ele acredita que o caso pode ser encerrado nos próximos cinco dias, mas deixou claro que não descarta a participação de outras pessoas no esquema de fraude. Ao todo, foram apreendidos cerca de 60 cheques, movimentados neste ano, no valor aproximado de R$ 1,2 milhão.

Prisão

Hélio e outras oito pessoas foram presos na quinta-feira na operação Parlamento Rosa. Todos foram levados até a sede da Promotoria de Justiça, para prestar depoimento.

Após serem ouvidos, somente o contador do Legislativo Municipal ficou preso, sendo encaminhado para uma unidade prisional da Grande Vitória, em Viana.

As oito pessoas liberadas, de acordo com o promotor, depuseram no mesmo sentido, alegando que emprestaram as suas contas bancárias por amizade. O acusado as teria convencido de que tinha dívidas e precisava receber o dinheiro oriundo da venda de gado. Se o fizesse em sua própria conta, teria o valor apreendido pelo banco.

Na ocasião, a operação cumpriria 10 mandados de prisão e outros 10 de busca e apreensão, porém Lirio Moreira Gomes Filho não foi localizado e é considerado foragido. O contador e outras cinco pessoas foram afastados de suas funções na Câmara Municipal no dia 26 de setembro, por determinação da Justiça.

Caso

A investigação do Ministério Público aponta que o contador Hélio Grechi conseguia a assinatura da mesa diretora para efetuar a quitação de impostos. Logo, rasurava o cheque, alterando a destinação para o pagamento de folha complementar, que, na verdade, era a abertura para o desvio de verba da Câmara Municipal.

Fonte: O Fato



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