Alunos fazem expedição à gruta que foi habitada por homens na pré-história

Castelo gruta do limoeiro cas016- foto sagrilo

Conhecer parte da história de quem viveu há quatro mil e quinhentos anos atrás. Essa experiência foi vivenciada pelos alunos do 4° ano do ensino fundamental da Escola Estadual Maria Angélica Marangoni, em Cachoeiro de Itapemirim. E tudo isso aqui bem perto, na Gruta do Limoeiro, no município de Castelo.

A Gruta do Limoeiro, situada a apenas 15 quilômetro do Centro de Castelo, é considerada o sítio arqueológico mais importante da pré-história no Espírito Santo. Lá foram descobertos 11 esqueletos de homens que viveram há aproximadamente quatro mil e quinhentos anos. Sabe-se ainda que desde o ano 1.200, ela era habitada por tribos indígenas, especialmente os Puri-Coroados, que travaram intensas batalhas com o homem branco durante a colonização do Brasil.

“Eles aprendem muito sobre as civilizações antigas, suas formas de escrita e modos de convivência, levando em conta a evolução da espécie humana ao longo de milhares de anos”, comenta a pedagoga escolar Viviani Narlim Lorenço.

Diversos materiais arqueológicos já foram encontrados em escavações realizadas na região: lascas de quartzo, resíduos de lascamento, lâmina de machado de pedra polida, pontas de projetil (flecha) em osso polido e uma bigorna de mão, instrumento que indica que os índios que habitaram a gruta e praticavam o lascamento por pressão e poderiam fazer pontas de projetil em pedra.

Os alunos também aprenderam sobre a formação rochosa da Terra. A entrada da gruta possui mais de seis metros de altura, onde está a pedra do sino, que possui esse nome pela forma e som metálico que emite, lembrando um sino. No interior, as formações rochosas esculpidas pela água ao longo de milhões de anos formam vários salões de beleza inigualável, alguns ainda inexplorados.

A expedição faz parte do projeto “Viagem ao conhecimento”, que busca aliar a teoria à prática, transformando o conhecimento em experiências reais. “Com essa prática pedagógica, os alunos aprendem se divertindo, conhecem lugares tão próximos e passam a ter outra visão que não seja de imagens ou gravuras, valorizamos os ambientes de estudo existentes em nosso Estado”, enfatiza o diretor Humberto Matteini Pereira de Oliveira.



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