Câmara quer exonerar 143 assessores

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O desfalque de cerca de R$ 1,3 milhões já apurados na Câmara de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, em função de desvios de dinheiro, pode levar o presidente do Legislativo, Júlio Ferrari (PV), a tomar uma medida drástica para conseguir fechar as contas da Casa, no final do ano.

A partir de 1º de dezembro, os 143 funcionários em cargos comissionados podem ser exonerados. O objetivo é promover uma economia de cerca de R$ 400 mil a R$ 450 mil mensais.

Cada um dos 19 parlamentares da Casa tem uma verba de R$ 9.500 para contratar de cinco a dez assessores. Atualmente, a Câmara de Cachoeiro conta com 131 assessores parlamentares. Ainda há outros 15 funcionários em diferentes cargos comissionados. “Eu manteria apenas três, que são efetivos em comissão, por serem indispensáveis, como o procurador geral, por exemplo. A situação pede isso”, disse Ferrari.

Há vereadores, porém, inseguros com a iniciativa. “Vou ter que me virar. Não vai haver prejuízo para a população, se for por um período curto. Meu trabalho vai ser feito, mas preciso de gente na rua. Que a medida gera insatisfação entre os vereadores, gera sim”, diz o vereador professor David Lóss (PDT).

No mês passado, o contador da Câmara, Hélio Grecchi Roza, e mais nove pessoas, foram detidas em uma operação realizada pelo Ministério Público do Estado (MPES), acusadas de envolvimento em um esquema que teria desviado cerca de R$ 1,3 milhão.

De acordo com o presidente, a auditoria interna para apurar o total dos desvios continua. “Descobrimos mais R$ 100 mil desviados no final do ano passado. Tem muita coisa que ainda não podemos falar”, contou.

Nesta semana, a Justiça determinou o afastamento do motorista da Câmara, Paulo Secato, que teria recebido em sua conta 11 depósitos de valores superiores a R$ 25 mil, provenientes dos desvios.

Na internet, vereador fala em risco de morte

O presidente da Câmara de Cachoeiro, Júlio Ferrari (PV), usou sua página no Facebook para desabafar sobre os escândalos recentes envolvendo a Casa. Segundo as declarações de Ferrari, a situação envolve até risco de morte.

Na noite da última quarta-feira, ele fez a postagem em que afirma que “ainda vão surgir muitos problemas. O que estamos passando é apenas a ‘ponta do iceberg’. A situação está muito perigosa e envolve até risco de morte. Os próximos acontecimentos deixarão muitas pessoas com os nervos à flor da pele”.

Questionado sobre as declarações, o vereador disse que lidar com o ser humano é complicado, e que, apesar de não ter sofrido nenhum tipo de ameaça, tem receio do que possa lhe acontecer: “Mesmo assim eu não vou me acovardar”.

Ferrari informou que tem tomado medidas desde o início das investigações. “Não ando mais sozinho e evito repetir caminhos. São casos que envolvem muito dinheiro ilícito e mexer no bolso dos outros é perigoso”, afirmou.

Dez pessoas foram detidas em setembro acusadas de desvio de dinheiro da Câmara. Na semana passada, o vereador Luizinho Tereré (DEM) foi afastado acusado de ter uma funcionária fantasma e de se apropriar de parte do salário dela. A servidora foi exonerada.

Fonte: A Gazeta



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