Câmara de Cachoeiro vai criar CPI para investigar vereador acusado de "rachid"

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A Câmara de Vereadores de Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do Espírito Santo, aprovou, nesta terça-feira (05), o recebimento das denúncias e abertura de Comissão Processante de Investigação (CPI) contra o vereador Luis Guimarães de Oliveira (DEM), mais conhecido como Luisinho Tereré.

Em ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPES), o parlamentar é acusado de se apropriar de parte do salário de sua assessora de gabinete Luzia Leida Dias Feu, prática conhecida como “rachid”.

Por ser o denunciante, o vereador e corregedor da Câmara, Edison Valentim Fassarella não pode participar da votação e foi substituído pelo suplente Josias de Souza.

“É um momento delicado para a Câmara e para o vereador acusado, que precisa ter a oportunidade de se defender. Lamentamos muito toda essa situação, mas a posição de nosso partido é a de investigar toda denúncia fundamentada”, disse Alexandre Bastos Rodrigues (PSB).

Logo após a criação da comissão, os vereadores se reuniram para decidir sobre sua composição, que ficou definida da seguinte forma: presidente Alexandre de Itaoca-PR (suplente Brás Zagotto-SDD), relator Elias de Souza-PT (suplente José Carlos Amaral –DEM) e membro Rodrigo Enfermeiro-PSB (suplente Ely Escarpini-PR). A comissão tem cinco dias para iniciar os trabalhos, com a notificação do denunciado.

O vereador e a funcionária citados na ação foram afastados do cargo no mês de outubro.

Demissões na Câmara

Ao todo, 122 servidores da Câmara de Cachoeiro, que exercem cargos comissionados, serão demitidos no próximo mês de dezembro. Atualmente, a Casa conta 146 servidores comissionados.

De acordo com a Câmara, a medida é necessária porque a Casa acumula uma dívida de R$ 1,2 milhão decorrente de um esquema de desvio de recursos denunciado pelo Ministério Público.

Os servidores, contudo, deverão ser recontratados no mês de fevereiro do ano que vem. Assim, durante este período, cada um dos 19 vereadores permanecerá apenas com um assessor, com salário de R$ 1 mil. Também serão mantidos cinco funcionários das áreas de contabilidade e recursos humanos, desfalcadas depois que a Justiça determinou o afastamento de sete servidores para investigação.

Com isso, a Câmara vai economizar R$ 400 mil nos dois meses, que serão usados para colocar em dia as despesas do ano e iniciar o pagamento dos parcelamentos permitidos pela legislação.



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