fotógrafo de Cachoeiro desaparecido - um mês sem respostas

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Descalço, vestindo apenas bermuda e camisa, mas portando documentos pessoais, o fotógrafo Cachoeirense Ronaldo Costa Silva, de 55 anos, fechou o apartamento onde residia e não foi mais visto.

Seu desaparecimento é um mistério para a polícia, que investiga o caso, e principalmente para a família, que completa hoje um mês de sofrimento à sua procura.

A angústia é o sentimento que se apossou dos familiares do fotógrafo. Quem abre o coração para falar do assunto é o irmão Rubens Costa Silva. Ele diz que a família não perde as esperanças de encontrá-lo vivo, uma vez que é pessoa de bem, sem vícios ou inimizades.

“Ronaldo era muito independente, membro do grupo religioso Racionalismo Cristão, e morava sozinho no bairro Amarelo, porém tinha bom relacionamento com todos os irmãos e, principalmente, com nosso pai, de 82 anos. Ele é quem mais sente sua falta”, informa Rubens.

O irmão revela um pouco do cotidiano de Ronaldo, que, além de fotojornalista, é também técnico em enfermagem. Porém, estava sem trabalho fixo. “Ele atualmente não tinha emprego. Fazia ‘bicos’ como técnico. Costumava ir todos os dias, por volta das 6h00, à casa de papai, fotografar a natureza e focos de mosquitos da dengue pela região, como, por exemplo, a Safra. Ia sempre descalço e com a câmera profissional”, relata Rubens.

No dia anterior ao seu desaparecimento, Ronaldo passou a noite na companhia de um tio hospitalizado na Santa Casa de Misericórdia. Cogitou comprar um notebook para presenteá-lo e, posteriormente, fez uma ligação para ele, por volta das 10h00, seu último contato.
A família teve de arrombar a porta do apartamento dele. Havia duas janelas abertas, mas protegidas por grades. Na residência, encontraram pouca quantia em dinheiro, sua câmera fotográfica, notebook e celular, roupas e calçados. Os pertences eletrônicos estão com a Polícia Civil, para investigação. Ronaldo não tem filhos e se divorciou há oito anos.

Investigação

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Eduardo Teixeira Coelho, nas últimas três semanas foram realizadas buscas nos lugares que o desaparecido costumava frequentar para fotografar.

O delegado informou que os aparelhos eletrônicos foram analisados, em busca de pistas, mas a polícia não encontrou nada suspeito. Sem evidências de crime, o caso é encarado como desaparecimento.

“Estamos trabalhando em busca de informações, através de pessoas que o conheciam, mas as informações são poucas. Sabemos que fazia uso de remédios controlados e que foi visto por volta das 11h30 no dia 08 (de outubro, quando desaparecera), de bermuda e descalço, caminhando próximo à Safra”.

Segundo os investigadores, o caso se complica ainda mais, porque, embora costumasse sair para fotografar, Ronaldo deixou em casa a máquina fotográfica e o celular.

Qualquer informação pode ser passada pelos números 181, 190 ou 28 3521-1856 (delegacia de Cachoeiro). Não é preciso se identificar.

Fonte: O Fato

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