Falta de segurança reprova três de dez fogões testados

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A PROTESTE Associação de Consumidores constatou risco à segurança dos consumidores em três de dez marcas de fogões cinco bocas testados. O modelo da Consul apresentou problemas na segurança térmica por ultrapassar o limite que a legislação brasileira permite em temperaturas da lateral. Já nos fogões Esmaltec e Mueller, ocorreu vazamento de monóxido de carbono acima dos limites seguros.

Foram testados os fogões cinco bocas das marcas: Clarice Rainha Maxx 5B, Electrolux 76SRB, Dako Reale 5B, Brastemp Ative! Timer, Atlas Gênova 5b, GE Cook 5B, Consul Facilite CF676, Esmaltec Ilha Bela, e Mueller Piacere 5B – Piso.

Houve mudança da norma brasileira, que entrará em vigor no ano que vem, tornando menos rigoroso o limite de temperatura para as laterais do fogão. As temperaturas permitidas para a lateral subiram de entre 15 a 20 graus centígrados, em relação à legislação anterior.

Segundo a Proteste, o problema é que foi levado em conta a norma europeia, onde o clima é mais ameno. Nas regiões mais quentes do Brasil, as laterais continuarão a aquecer muito, com risco de queimaduras. Em algumas regiões do Nordeste e do Centro Oeste, considerando a alta temperatura ambiente, será possível encontrar fogão que cumpram as normas, mas cuja temperatura atinja mais de 130ºC em sua superfície lateral.

Os produtos que só atendiam à norma brasileira atual foram considerados ruins. Um deles chegou a ultrapassar essa norma, sendo eliminado do teste. Já no teste prático, o órgão avaliou se a distribuição de calor dentro do forno é eficiente ao preparar os alimentos. Apenas Atlas e Electrolux foram bons quanto a isso.

Entre os sete fogões avaliados, somente o modelo da Continental foi considerado muito bom. Todos os outros receberam nota “ruim”.

Os resultados completos da avaliação podem ser acessados no site www.proteste.org.br.

Empresas se defendem
As empresas fabricantes dos fogões que foram avaliados pelo Proteste se defenderam. A Mueller informou, por meio de nota, que todos os produtos tem a necessária certificação pelo Inmetro, garantia de segurança e eficiência dos fogões. Apesar disso, tendo em vista os resultados do teste de combustão, a empresa vai apurar as possíveis causas da variação de resultado para que sejam tomadas as providências para sanar quaisquer problemas.

Já o posicionamento da Electrolux foi que ela cumpre todas as normas de qualidade e segurança impostas pelo Inmetro, além de realizar testes periódicos de acompanhamento de produção em laboratórios terceirizados e creditados pelo mesmo. Para mais esclarecimentos, os consumidores podem ligar para o SAC 0800-728 8778.

Em referência ao teste realizado pela empresa Proteste com fogões das marcas Brastemp e Consul, a Whirlpool Latin America afirma que não reconhece os resultados apresentados. Todos os produtos são desenvolvidos e certificados de acordo com as normas vigentes no país, passam por rígido controle interno nos 23 laboratórios de tecnologia mantidos nas unidades e são validados pelo Inmetro. A metodologia utilizada pela empresa não foi compartilhada e, portanto, a empresa afirmou que não tem conhecimento de como os resultados foram atingidos.

O Grupo Mabe, detentor das marcas Continental , Dako e GE Eletrodomésticos, informa que seus produtos são produzidos dentro de rigorosos padrões de qualidade, o que inclui a linha de fogões. Sendo assim, as notas recebidas pelo fogão Continental, que apontam o produto como a escolha ideal para o consumidor, proporciona para a empresa uma grande satisfação e só reforça o compromisso com o cliente.

Ainda sobre esta avaliação quanto as marcas GE e Dako, o Grupo reitera que está comprometido na busca da excelência em todas as categorias e marcas.

A Atlas Indústria de Eletrodomésticos Ltda informou, por meio de nota, que os produtos fabricados são testados diariamente, não tendo sido constatado em nenhum lote qualquer das divergências apontadas pelo teste.

A empresa manifesta que todos os seus produtos são produzidos atendendo a legislação vigente (NBR 13723-1), e informa que cumprirá integralmente a nova legislação quando da entrada em vigor desta, prevista para início de 2017, conforme Portaria 496 do Inmetro.

A empresa também afirmou que seus produtos são diariamente submetidos a ensaios que garantem a eficiência de queima, não sendo diagnosticado internamente qualquer dos resultados apresentados no teste. Ressalta ainda, que todos os produtos produzidos possuem aprovação do INMETRO.

Desta forma, haja vista a discrepância de resultados entre os testes realizados com o mesmo produto, pugna que sejam repassadas informações quanto aos critérios utilizados para realização do teste pela PROTESTE, a fim de verificar em que se baseou a divergência apontada, que culminou numa avaliação negativa para o produto Atlas.

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