Animais peçonhentos: população deve ficar atenta aos acidentes

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A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) já contabiliza atendimentos às vítimas de acidentes por animais peçonhentos devido ao período de enchentes. Nas primeiras semanas do ano foram notificados mais de 20 casos de pessoas picadas por aranhas, escorpiões e serpentes. A Sesa orienta a população a buscar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima de sua residência.

Na Região Metropolitana o atendimento para crianças e adolescentes está sendo realizado no Hospital Infantil de Vitória e no Hospital Infantil e Maternidade de Vila Velha (Himaba). Já os pacientes adultos, devem procurar cuidados médicos no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, ou no Pronto-Atendimento de Cobilândia, localizado município de Vila Velha, e nos hospitais e unidades de saúde do interior.

A referência técnica do Programa Estadual de Animais Peçonhentos, Denise de Souza Pimentel, explica que é necessário ter atenção já que a baixa das águas de enchentes faz com que a incidência de insetos, vetores e animais peçonhentos aumente.

“Depois de vários dias coagidos e/ou desalojados, também levados pelas águas, os animais saem de seus esconderijos em busca de alimento e um habitat adequado para a sobrevivência e ao se depararem com seres humanos acabam fazendo vítimas por defesa. É preciso que as pessoas fiquem atentas e em caso de acidentes procurem, imediatamente, o serviço de saúde para avaliação médica”, explica ela.

De acordo com a técnica, neste período os cuidados devem ser redobrados para evitar estes acidentes. O acúmulo de lixo e entulhos e o clima quente úmido criam condições propícias para atrair os peçonhentos que se alimentam principalmente de insetos que se proliferam nestes ambientes, como as baratas, por exemplo.

“Por isso, este é o momento dos moradores dedicarem atenção integral à limpeza de suas casas e quintais, principalmente aqueles que residem próximos a áreas rurais. E é importante lembrar que a utilização de inseticidas não evita o problema, pelo contrário, pode até contaminar os leitos fluviais. Precisamos da colaboração e conscientização da população para minimizar riscos e não agravar problemas”, alerta.

Números

Os acidentes envolvendo animais peçonhentos cresceram. Em relação à picada de escorpião, por exemplo, no Espírito Santo, de 2009 a 2012, foram registradas 7.154 ocorrências (11 mortes). Os riscos são maiores para crianças de 0 a 10 anos e idosos com idade acima de 65 anos.

Em caso de acidentes, o Centro de Atendimento Toxicológico da Sesa (Toxcen) também pode ser acionado pela população em geral ou profissionais da saúde por meio do telefone 0800 283 99 04. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia.

Como se prevenir

- Não andar descalço. Usar sempre sapatos ou botas de cano alto, pois evitam 80% dos acidentes;
- Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, lama, entulhos, lixo, cupinzeiros ou entre pedras e madeiras sem a proteção de luvas de couro grossa;
- Não acumular lixo, entulhos e materiais de construção próximos de casa; manter sempre os arredores da casa, limpos;
- Examinar calçados e roupas pessoais, de cama, banho, antes de usá-las;
- Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, e rodapés. Utilizar telas em portas, janelas e ralos;
- Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas, cupins e ratos, pois são alimentos para as aranhas, escorpiões e cobras;
- Preservar os predadores naturais como patos, marrecos, sapos, largatixas, galinhas.

Como proceder frente ao acidente

- Atendimento imediato à vítima;
- Manter a vítima em repouso e evitar que ela movimente-se para não favorecer a absorção do veneno;
- Lavar o local da picada com a água limpa e sabão;
- Levar se possível, o animal agressor para facilitar o diagnóstico;
- Manter o membro afetado em posição elevada de, pelo menos, 30°;
- Não fazer torniquetes (ou garrotes): pode levar à gangrena ou necrose, pois impede a circulação do sangue;
- Não furar, não cortar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e tampouco aplicar folhas, pó de café ou terra, para não provocar infecção;
- Não dar à vítima cachaça ou outro tipo de bebida alcoólica;
- Levar o acidentado imediatamente a um serviço de saúde para que possa receber tratamento em tempo;
- Nenhum remédio caseiro substitui o soro.



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