Servidores da Ufes impedem realização de qualquer serviço na universidade

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Os 2,8 mil técnicos-administrativos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) continuam de greve. Nesta terça-feira (8) cerca de 100 servidores estão em frente à reitoria da universidade impedindo a entrada de servidores no local. O Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes) aderiram a greve nacional, das 46 universidades federais, 40, já estão de greve. A categoria reivindica melhorias nas condições de trabalho, a revogação do contrato da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que está responsável pela administração do Hospital das Clínicas, além das reivindicações da pauta unificada.

Segundo a técnica-administrativa, Alvaléria Cuel, a situação do Hospital das Clínicas é de calamidade pública, faltam materiais básicos para atender a população, medicamentos e os elevadores não funcionam. “A situação da Hucam está péssima, estamos com falta de materiais, péssimas condições de trabalho, o hospital está sem elevador, a estrutura é muito antiga, tem muitos buracos nos tetos, está uma calamidade pública. Estamos sem seringas, luvas descartáveis, medicamentos como antibióticos, e vários outros materiais utilizados para o atendimento dos pacientes”, desabafa Alvaléria.

No Hospital das Clínicas os setores de marcação de consultas e consultas ambulatoriais estão suspensos durante a paralisação. Já no campus da Ufes em Goiabeiras, as atividades estão paralisadas na Biblioteca Central e suas setoriais, secretarias de departamento de cursos, Pró Reitoria de Graduação (Prograd), seções da Prefeitura Universitária, setor de capacitação de servidores (Divisão de Desenvolvimento de Pessoas), Centro de Educação Infantil Criarte (creche da Ufes) e o Restaurante Universitário (RU).
As estudantes do curso de Química da Ufes, Laís Vazzoler, Stefani Turano e Amanda Nunes estão preocupadas com os estudos neste semestre, com a biblioteca fechada elas estão deixando de fazer partes de trabalhos e as notas serão redistribuídas. “Não temos como fazer algumas partes dos trabalhos porque não temos como pegar livros para estudar”, afirma Laís.

“A falta da biblioteca está nos prejudicando muito a estudar, está fazendo falta o RU para nós que ficamos o dia inteiro, pois o curso é integral, comer por aqui não é nada em conta. Todo mundo tem sim o direito de reivindicar os seus direitos, mas sem afetar o próximo, e eles não estão pensando na gente, somos nós os prejudicados com a greve”, relata Stafani.

Para a estudante Amanda Nunes ela não acredita que algo vai realmente mudar por agora. “Nesse momento eu não concordo com a paralisação, porque não vai adiantar nada, o governo está focado na copa. O pior mesmo é ficar sem a biblioteca, isso nos prejudica nas matérias”, diz Amanda.

Os trabalhadores reivindicam a revogação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a regulamentação da jornada de trabalho da categoria, reduzindo para 30 horas semanais, entre outras melhorias na carreira.

“Nós estamos paralisados a nível nacional, ontem completou 40 universidades filiadas a nossa pauta, reivindicamos que o Governo cumpra o acordo de greve de 2012. Somos contra a Ebserh, lutamos por uma jornada de três turnos, e que seja feito os concursos públicos, queremos a jornada seja reduzida para 30 horas semanais, nós somos funcionários da Ufes e não dessa empresa (Ebserh)”, afirma José Magesk, técnico-administrativo e Coordenador do Sintufes.

A paralisação nas universidades federais é por tempo indeterminado e a categoria aguarda a abertura das negociações com o Governo.

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