Disco em homenagem a Sérgio Sampaio será lançado em Cachoeiro

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Na próxima segunda-feira (28), o cantor e compositor paraibano Chico Salles lança em Cachoeiro de Itapemirim o disco “Sergio Samba Sampaio”, um tributo a Sérgio Sampaio que revela a paixão do músico cachoeirense pelos sambas-canções e as letras bem humoradas, inteligentes e ainda atuais que ele escreveu. O show será às 20h, no Teatro Municipal Rubem Braga, com entrada franca.

Gravado pelo selo Pagodiscos, de Zeca Pagodinho, o CD contribui para recolocar na ordem do dia o nome de Sérgio, que integra a galeria de “malditos” da MPB, junto com Jards Macalé, Jorge Mautner, Itamar Assumpção, Torquato Neto, e Arrigo Barnabé. O capixaba tem sido “redescoberto” num culto nada saudosista em torno do artista que passou pela música brasileira preso ao rabo de um cometa.

“A ideia deste CD surgiu depois que ouvi novamente, tempos depois, os LPs do Sérgio”, conta Chico Salles. “Reler Sérgio Sampaio é se atualizar com a picardia e irreverência brasileira. Nada é mais contemporâneo na nossa música popular”.

No roteiro do show, além das músicas do CD, como “Odete”, “Nem assim”, “O que pintar, pintou”, “História do boêmio” e “Cada lugar na sua coisa”, estão uma versão instrumental de “Leros, boleros” (música de Sampaio), canções do repertório forrozeiro de Chico Salles e um final que junta o grande sucesso do Sérgio, “Eu quero é botar meu bloco na rua”, com um cordel escrito por Chico que resume a trajetória do homenageado.

Cachoeiro é uma das cinco cidades capixabas escolhidas para receberem a apresentação. Chico vai estar acompanhado de alguns dos melhores músicos cariocas: Marcelo Caldi (acordeon), Henrique Cazes (cavaquinho), Tiago Prata (violão de 7 cordas) e Beto Cazes e José Leal (percussão).

Sambas de Sérgio
Vivendo no Rio de Janeiro desde os anos 70, Chico Salles tem uma carreira consolidada, circula entre as melhores rodas de samba e forró da capital fluminense e participa de vários projetos. Além disso, ganhou concursos de melhor samba enredo em vários blocos da cidade, nos anos 90, como Simpatia é Quase Amor, Barbas, Elas e Elas, Banda da Barra e Vem Cá me Dá.

Com esta vivência, Chico mostra em “Sérgio Samba Sampaio” todo o seu cacife para tirar do baú músicas do compositor pouco conhecidas do público, que tem como referência na memória seu hit “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”, de 1972, que ganhou o Festival Internacional da Canção ao ser apresentada no Maracanãzinho, naquele ano.

O disco tem produção de José Milton, um dos grandes produtores da história da MPB, e Henrique Cazes, que também assina os arranjos. “Gravar Sérgio Sampaio hoje é de enorme importância, pois ele foi fundamental para a música brasileira, deixou vários discos bons. Era um compositor talentoso, um poeta cru, explícito na veia”, opina José Milton.

Henrique Cazes ressalta o quanto Sampaio sabia fazer samba com qualidade e originalidade. “Muitos dos sambas do disco não foram gravados originalmente como sambas clássicos e agora ficaram mais valorizados com esse tipo de instrumentação (violões, cavaquinho, acordeom, muita percussão) e arranjo. Sérgio fazia samba como uma forma de transgressão, já que a ‘máquina’, a gravadora, o mercado, esperava que ele fosse pop. Ele fala disso na letra do Velho Bandido. Ele transgredia dentro da própria transgressão”, completa o músico e arranjador.

O álbum conta com convidados luxuosos: Zeca Baleiro, que lançou o projeto O Balaio de Sampaio, em 1998, e agora divide os vocais com Chico no samba História do Boêmio, de Raimundo Fagner em “Cada Lugar na Sua Coisa”, e o legítimo sambista Zeca Pagodinho em “Polícia, bandido, cachorro, dentista”, todas de autoria de Sampaio.



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