SBT atrasa novela para não bater de frente com a Globo

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Garçons vestidos de soldados desfilam bandejas de strogonoff de carne. A atriz Gabriela Alves passa entre os convidados, observando tudo por cima dos ombros. Isadora Ribeiro abraça e beija Raul Gil em frente a uma câmera de TV. Um colunista de jornal termina de comer e deixa discretamente o prato em um canto do hall de entrada do Clube Nacional, no Pacaembu, em São Paulo. É ali, tradicional sede de bailes nos anos 1960, que acontece na noite de terça-feira a festa de lançamento da novela Amor e Revolução, nova aposta da dramaturgia do SBT. A estreia da novela, que se passa no período da ditadura militar, está marcada para as 22h15. É para não enfrentar a novela da Globo, explica Daniela Beyruti. “É muito investimento para isso”, diz, batendo com as costas de uma mão na palma da outra. A novela de Tiago Santiago tem o custo médio de 200.000 reais por capítulo.

Diretora artística e de programação da emissora, e filha “do homem”, Silvio Santos, Daniela é a maior autoridade no local. O pai não comparece porque dorme cedo, às 22h30. “É que ele acorda todo dia às 5h”, explica a filha. Assediada por repórteres e fotógrafos, ela mal tem tempo de tuitar. Posta uma mensagem no início da noite – “Hoje vamos conhecer um pouco mais da nossa história! Amor e Revolução estreia” –, uma segunda minutos antes de a trama ir ao ar e uma terceira e última ao final, comemorando a audiência no Distrito Federal, onde o SBT chegou a ficar a um ponto da liderança.

A prévia da audiência nacional ou da Grande São Paulo, onde cada ponto do Ibope equivale a 58.000 domicílios, ela prefere não dar. Checa as informações no celular, apertando os botões com os dedos de unhas escuras, e diz apenas que ultrapassou o esperado. “Eu esperava 7 pontos no Ibope.” A audiência vai ditar o futuro de Amor e Revolução, novela que o autor, Tiago Santiago, chegou a oferecer à Globo anos atrás. Inicialmente prevista para abranger o período entre o golpe militar e a guerrilha do Araguaia, ela pode chegar à redemocratização do país, se tiver público. Daniela comemora a possibilidade de gravar o folhetim enquanto está no ar, algo quase inovador em se tratando do SBT, emissora que vinha estreando suas novelas já totalmente gravadas. “A gente pode desenvolver a história segundo aquilo que o espectador quer.`



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