Casal é preso suspeito de realizar vendas falsas de imóveis

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Um casal que mora em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do estado, foi preso por suspeita de aplicar golpes na venda de apartamentos. De acordo com a Polícia Civil, quatro vítimas já registraram queixas contra os dois, e o valor do prejuízo ultrapassa R$ 100 mil. A mulher detida possuía registro para atuar como corretora de imóveis, mas realizava vendas utilizando documentos e contratos falsificados. Ela foi presa em flagrante no momento em que recebia um cheque no valor de R$ 2,5 mil de uma das clientes.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, desconfiou da situação depois que a suspeita remarcou várias vezes uma ida que elas fariam a um banco local, para financiar o apartamento. Foi então que ela entrou em contato com a construtora para ver se a negociação realmente existia. Ao descobrir a farsa, ela procurou a polícia. “A vítima marcou de pagar o restante do dinheiro exigido pela mulher como final do sinal, e os policiais foram até o local de trabalho da vítima e realizaram a prisão no momento em que a suspeita estava recebendo o cheque”, contou o delegado de Polícia Civil, Marcos Luiz Nery.
A vítima chegou a realizar vários depósitos, totalizando R$ 50 mil. Ela relembra que, quando ‘comprou’ o apartamento, procurou uma empresa conhecida na região, e lá foi atendida pela criminosa. “Um dos sócios da corretora me ligou no final de outubro dizendo que tinha alguma coisa de errado com o meu contrato. Na verdade, ela me vendeu um duplex por R$ 160 mil e, no contrato deles, estava R$ 270 mil e a entrada de R$ 50 mil. Quando ele descobriu o meu caso, outros já existiam”, contou.

No golpe, a mulher negociava apartamentos que realmente existiam de construtoras famosas na região. “Ela aproveitava o registro que tinha de corretora, a facilidade que tinha de iludir as pessoas demonstrando os apartamentos”, explicou o delegado. Ele também esclareceu que o marido da suspeita ficava responsável por levar todos os compradores para fazer as visitas às obras.
O casal foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim. Os dois foram autuados por crime de estelionato e verificação material. Juntos, os crimes podem chegar a 11 anos de prisão. O dono da mobiliária disse que não conhece a mulher e nem sabia que o crime vinha sendo cometido, e que já acionou um advogado para entrar com um ação judicial contra os golpistas.

Fonte: G1



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