Baixo Guandu espera onda de lama

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Antes mesmo de escurecer, às 18 horas desta segunda-feira (9), os moradores de Baixo Guandu (noroeste do Estado) já se concentravam na ponte do município cortada pelo Rio Doce, para esperar pela onda de lama das duas barragens da Samarco Mineração/Vale rompidas em Mariana, Minas Gerais, na última quinta-feira (5).

Será a primeira cidade do Espirito Santo a receber a enxurrada de rejeitos da mineradora, o que deve acontecer durante a madrugada desta terça-feira (10). Até lá, a população não arreda o pé da ponte.

A chegada da onda de lama despertou a curiosidade na população. Pessoas de todas as idades querem conferir o fenômeno de perto.

O temor é em relação à qualidade da água para consumo após a passagem da onda e depósito dos resíduos no fundo do rio. Entre os moradores, os comentários responsabilizam a Samarco pelo desastre, com conivência do poder público.

Também já circula pela cidade a informação de que a onda de lama está contaminada com mercúrio e arsênio, mas a empresa, governos e mídia corporativa estariam abafando a gravidade da situação, informando que a lama é atóxica.

Por enquanto, a prefeitura de Baixo Guandu mantém o abastecimento de água na cidade e destinou equipes ao local de captação para monitorar a onda de lama. Assim que chegar ao local, um reservatório ao lado da Usina de Mascarenhas, localizada já do lado mineiro, a captação será suspensa. O abastecimento passará então a ser feito de porta em porta, por caminhões-pipa.
As escolas estão com as aulas suspensas e o prefeito Neto Barros (PCdoB) mobilizou equipes para tomar as medidas necessárias. A expectativa é de que a população amanheça sem água. Neto Barros aguarda na prefeitura a passagem da onda de lama e acompanhará sua chegada da ponte.

A outra opção para captar água seria o rio Guandu, porém, as informações são de que ele está contaminado por agrotóxicos.

O prefeito, que fez criticas à Samarco nas redes sociais, informou que irá acionar a mineradora na Justiça. Neto Barros (foto à esquerda) acrescentou que somente agora, às vésperas da chegada da onda de lama, foi contatado por um representante da Samarco. Segundo o prefeito, a empresa ofereceu apenas caminhões-pipa.

Na noite desta segunda-feira, também passaram pela ponte Doutor Jones dos Santos Neves, conhecida como ponte da Mauá, que faz divisa com o distrito Santo Antônio do Rio Doce, em Aymorés, Minas, os deputados estaduais Dary Pagung e Almir Vieira, ambos do PRP, que têm reduto eleitoral na região.

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