Vento muda de direção e empurra lama para o litoral Sul do ES

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O vento no litoral Norte do Espírito Santo mudou de direção e já começa a empurrar a lama de rejeitos de mineração da barragem da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Bilton, em outro sentido.
Antes o vento estava vindo do Sul e empurrava a lama para o Norte. Agora é contrário, como diz a coordenação do projeto Tamar. “O vento está nos ajudando. O tempo está nos ajudando. Está alternando entre sul e norte e mantendo essa mancha concentrada na região da foz e municípios vizinhos à linhares”.
Outra mudança é que a lama está avançando mais mar adentro. Neste domingo, ela já podia ser vista a 20 km da costa.
A Samarco emitiu uma nota neste domingo dizendo que lama atingiu uma área de 26,7 quilômetros quadrados na região da foz de Linhares, sendo 25 km ao norte, 6,9 km a leste (mar adentro) e 4,7 km ao sul (foz). “Este foi o resultado do sobrevoo da sexta-feira (27), realizado por empresa especializada em aerolevantamento e georreferenciamento contratada pela Samarco”, diz a empresa.
A mineradora ainda diz que a lama ainda não saiu de Linhares e, de acordo com o coordenador de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, Eduardo Topázio, é “extremamente remota a possibilidade da lama chegar ao litoral Sul da Bahia, principalmente, nas praias de Itacaré, Alcobaça e Abrolhos, conforme nota publicada no site da instituição”.
Ciclistas
Todo domingo, um grupo de ciclistas pedala pelo litoral do Espírito Santo, mas, neste domingo, quando eles chegaram à foz do Rio Doce, foi um susto. “Foi chocante. A gente vê na televisão como está acontecendo, mas na hora que chega aqui e ver ao vivo é assustador”, disse o ciclista Marcelo Lourenço.
Barragem em São Mateus
Para que não aconteça o mesmo com outro rio, o Ipiranga, que está mais ao Norte, no município de São Mateus, os moradores querem fazer uma barreira, no ponto onde o rio encontra com o mar e, assim, impedir a entrada da lama.
Mas a orientação dos técnicos que acompanham, diariamente, a mancha de lama é que não se deve mais fechar a foz do rio Ipiranga, pelo menos por enquanto.
Fé dos pescadores
Os pescadores e comerciantes que dependem do Rio Doce se apegam na fé em Deus para que tudo dê certo. “Vamos aguentar até quando Deus mandar”, diz o pescador José Lino Moraes, 62 anos, enquanto ajeita a rede, hoje sem uso. Ele é de Povoação, colônia localizada em Linhares, município que abriga a foz do Rio Doce, na vila de Regência. Foi pelo local que desembocou no litoral capixaba a onda de lama de rejeitos de minério da barragem da Samarco rompida em Mariana, Minas Gerais, no dia 5 de novembro.
Surfistas desolados
As ondas de Regência continuam as mesmas: tubulares, perfeitas, como os próprios surfistas avaliam. Mas a cor da água não é mais a mesma. Desde que a lama oriunda do rompimento da barragem da Samarco atingiu o litoral do Espírito Santo, as pessoas estão proibidas de entrar em contato com a água. A medida atingiu em cheio os surfistas, que não podem nem ao menos prever quando poderão voltar a desfrutar do “Hawaí capixaba”.

Fonte: G1

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