Calendário de vacinação traz mudanças a partir deste ano

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O calendário nacional de vacinação traz novidades, a partir deste ano, para crianças, adolescentes e adultos. Houve alteração no esquema das vacinas poliomielite, pneumocócica 10-valente, hepatite A, HPV e meningocócica C. A outra mudança diz respeito à vacina hepatite B, que era oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com até 49 anos de idade e passará a ser disponibilizada para toda a população.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações (PEI) da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa), Danielle Grillo, as mudanças são estabelecidas pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e valem para todos os estados brasileiros a partir deste mês, por isso a população deve ficar atenta, principalmente pais e responsáveis por crianças.
Ela ressalta que todas as vacinas ofertadas no calendário nacional de vacinação são distribuídas pelo Ministério da Saúde. Os estados recebem as vacinas e repassam para os municípios, que as disponibilizam nas unidades de saúde.
Poliomielite
De acordo com Danielle Grillo, as três primeiras doses da vacina poliomielite, administradas aos 2, aos 4 e aos 6 meses de idade, serão injetáveis. Nas duas doses de reforço, administradas aos 15 meses e aos 4 anos, serão utilizadas as gotinhas. A vacina oral também será usada nas campanhas anuais de imunização, que passam a contemplar crianças com idade entre 1 ano e menos de 5 anos, e não mais os pequenos na faixa etária entre 6 meses e menos de 5 anos.
Pneumocócica 10-valente
A vacina pneumocócica 10-valente protege contra o pneumococo, bactéria que causa pneumonia e meningite. Até o ano passado, essa vacina era aplicada no esquema 3+1, com administração da vacina aos 2, aos 4 e aos 6 meses de idade, e um reforço aos 12 meses. A partir deste ano, o esquema passa a ser 2+1, com aplicação da primeira dose aos 2 meses, da segunda dose aos 4 meses e o reforço aos 12 meses.
“Estudos indicam que a resposta imunológica do esquema com duas doses no primeiro ano de vida e um reforço no segundo é muito semelhante ao utilizado anteriormente. Sendo assim, reduz-se o número de furadinhas que a criança precisa tomar”, argumenta Danielle Grillo.
Outra mudança importante com relação à vacina pneumocócica 10-valente é que foi ampliado o limite de idade para tomar a vacina, caso a criança não receba a dose de reforço no período recomendado. Antes, as crianças que perdessem o reforço deveriam tomá-lo enquanto tivessem menos de 2 anos de idade. Agora, podem receber a dose até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.
Hepatite A
A vacina contra o vírus da hepatite A é administrada em dose única e passa a ser aplicada na criança aos 15 meses de idade – podendo ser administrada até a idade de 23 meses. A mudança, segundo Danielle Grillo, não compromete a proteção dos pequenos. A intenção é apenas diminuir o número de vacinas injetáveis aplicadas de uma só vez, reduzindo também o desconforto para a criança.
HPV
A partir deste ano, a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) passa a ser administrada em duas doses, e não mais em três. Segundo Danielle Grillo, alguns estudos verificaram que a administração de duas doses da vacina, com intervalo de seis meses entre uma aplicação e outra, apresenta uma resposta imunológica tão satisfatória quanto a obtida com três doses no esquema 0, 6, 60, ou seja, com a segunda dose sendo administrada seis meses após a primeira e a terceira dose cinco anos (60 meses) depois da primeira.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, a recomendação é que a primeira dose seja administrada aos 9 anos, podendo ser aplicada até a idade de 13 anos, 11 meses e 29 dias. A menina que não toma a primeira dose até essa faixa etária deixa de fazer parte do público-alvo do Sistema Único de Saúde. Danielle Grillo lembra que a vacina protege contra quatro tipos de HPV (papilomavírus humano): os vírus 16 e 18, responsáveis por 70% dos cânceres de colo de útero, e os vírus 6 e 11, que causam em torno de 90% das verrugas genitais.
Ela comenta que a maioria dos casos de transmissão do HPV acontece nas relações sexuais, mas nem sempre o preservativo é suficiente para prevenir o contágio, uma vez que a transmissão também pode ocorrer pelo contato com a pele ou a mucosa infectada. Logo, a proteção da vacina, que é ofertada para as meninas, indiretamente favorece os meninos, pois eles também podem manifestar doenças quando infectados pelo HPV.
Danielle Grillo lembra que a vacina contra HPV também é ofertada para as meninas e mulheres soropositivas com idade entre 9 e 26 anos. Para esse público, continua o esquema vacinal 0, 2 e 6. Assim, a segunda dose deve ser administrada dois meses após a primeira e a terceira dose precisa ser tomada seis meses após a primeira.
Meningocócica C
A vacina meningocócica C protege contra a bactéria meningococo C, que causa meningite. O que muda a partir deste ano com relação a esta vacina é que a dose de reforço, antes administrada aos 15 meses de idade, deverá ser aplicada, preferencialmente, quando a criança tiver 12 meses.
Muda também o limite para aplicação da vacina em crianças que não receberam nenhuma das três doses preconizadas. Antes, se a criança perdesse a primeira dose, aos 3 meses, a segunda dose, aos 5 meses, e o reforço, aos 15 meses, poderia tomar uma dose única enquanto fosse menor de 2 anos de idade. A partir deste ano, a criança poderá receber a dose única enquanto tiver menos de 5 anos.
Hepatite B
Em nota informativa enviada aos Programas Estaduais de Imunizações, o Ministério da Saúde esclarece que a ampliação da oferta da vacina contra hepatite B para toda a população, independentemente de idade e de condição de vulnerabilidade, tem como foco os idosos, um público com vida sexual cada vez mais ativa, devido ao aumento da expectativa e da qualidade de vida no país, porém com grande resistência às estratégias de proteção, o que os torna mais expostos ao vírus da doença.
Para o infectologista Moacir Soprani, coordenador do Programa de Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, a universalização da vacina é bem-vinda, principalmente porque em idosos a hepatite B, que pode causar cirrose hepática e câncer de fígado, evolui de forma mais grave e mais rapidamente.
Ele diz que enquanto jovens podem levar de 20 a 30 anos para desenvolver cirrose, idosos podem ser acometidos pela doença num intervalo de cinco a dez anos depois de infectados. “Hoje, os idosos estão praticamente tão expostos quanto os jovens. E é importante considerar que o vírus B da hepatite tem uma capacidade de transmissão por via sexual muito grande, maior até que o vírus HIV”, detalha.
A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, diz que em nota informativa o Programa Nacional de Imunizações comunica que, tendo em vista o atraso na entrega da vacina hepatite B pelo Instituto Butantan, a recomendação de ampliação da vacinação à população independentemente da idade ou condições de vulnerabilidade ficará adiada até que a situação do abastecimento esteja regularizada.

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