Greve de peritos do INSS completa quatro meses e afeta 45 mil capixabas

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A greve dos peritos médicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já ultrapassa os quatro meses e prejudica o atendimento a milhões de trabalhadores que pleiteiam receber benefícios ou voltar a trabalhar em todo o país.

No Espírito Santo, estima-se que, desde o início da greve, no dia 4 de setembro de 2015, mais de 45 mil pessoas tenham sido afetadas.

De acordo com a Associação dos Peritos Médicos do INSS no Espírito Santo (ANMP-ES), antes da greve, o segurado deveria esperar cerca de 22 dias para receber um atendimento, com a greve, a espera não sai por menos de quatro meses.

“No Estado nós marcamos, em média, de 15,5 mil a 16 mil perícias médicas. Com a greve, muitas estão sendo remarcadas e a espera chega a 120 dias. Dos 77 peritos do Espírito Santo, 70% não estão trabalhando e os outros 30% realizam atendimentos de acordo como determina a lei de greve”, afirma o delegado da gerência em Vitória da ANMP-ES, Juliano Pina.

Ainda segundo Pina, mesmo se a greve acabar, a previsão para que o atendimento volte ao normal é de oito meses. Segundo a associação, das 32 agências no Espírito Santo, oito não têm peritos médicos, obrigando o segurado a realizar a consulta em outra localidade.

“O fato é que mesmo se tivéssemos com 100% dos peritos trabalhando, ainda estariam faltando profissionais. Nós precisaríamos de mais 20 peritos para que pudéssemos atender a toda a demanda cobrada pelo INSS. Se a greve terminasse hoje, ainda demoraríamos uns oito meses para que o atendimento seja normalizado”, completa.

A pauta de reivindicações da categoria é extensa. Dentre elas, estão diminuição da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas, reajuste salarial de 27%, aumento no número de peritos médicos, além de melhorias nas condições de trabalho. Veja a lista completa das reivindicações.

De acordo com o INSS, o Instituto conta com 4.351 servidores peritos médicos em todo o Brasil, cujo salário inicial para uma jornada de 40 horas é de R$ 11.383,54, chegando a R$ 16.222,88. O INSS estima que um 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o início da paralisação. Já 910 mil perícias médicas foram atendidas.

Em nota, o INSS informou que a não aceitação da proposta do governo pela categoria impossibilita a regularização do atendimento. O INSS disse, ainda, que reconhece as dificuldades impostas à população e pede que os servidores retomem ás atividades.

Os números da greve

1,3 milhão: é o número de perícias que não foram realizadas desde 4 de setembro de 2015, em todo o Brasil;

45 mil: são os capixabas afetados pela greve;

122 dias: é o tempo estimado que o segurado precisa esperar para conseguir atendimento no Espírito Santo;

R$ 11.383,54: é o salário inicial de um médico perito do INSS;

27%: é o reajuste salarial pedido pela categoria.

Fontes: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Associação dos Médicos Peritos do INSS no Espírito Santo (ANMP-ES)



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