Denúncia: ex-comandante da PMES vendeu munição que abasteceu tráfico

Coma

O Ministério Público Estadual encaminhou à Justiça denúncia contra o ex-comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Ronalt Willian de Oliveira, pela acusação de praticar comércio ilegal de munições. Na mesma ação, foi denunciado também o ex-soldado da PM Frank Silva Grazziotti. A negociação feita entre o coronel Willian e o soldado Frank foi flagrada por meio de escuta telefônica, autorizada pela Justiça, feita pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). A denúncia do Ministério Público começou a ser analisada pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Cariacica.

Segundo apurou o MPES, entre janeiro e fevereiro de 2008, quando Willian era tenente-coronel e comandava o 7º Batalhão da PM (Cariacica), ele e o soldado “comercializavam ilegalmente munições, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar.” O coronel foi promovido a comandante-geral em 2011.

Segundo o Inquérito Policial número 0050470-13.2013.8.08.0024, e a denúncia do MPES, o militar solicitou a um soldado, que era seu motorista, a indicação de “alguém interessado em adquirir munições calibres pontos 22 e 38”. O motorista indicou o PM Frank.

Escutas telefônicas feitas pelo Nuroc no dia 16 de janeiro de 2008 revelam o então soldado Frank sendo procurado por um traficante com o objetivo de comprar armas e munições clandestinas. A descoberta foi possível porque o Nuroc realizava a Operação Dom Pedro II, tendo como objetivo identificar e prender uma quadrilha de tráfico de drogas que agia na região da Ilha do Príncipe, em Vitória. Numa dessas escutas, Frank passou a ser alvo do Nuroc após manter contatos telefônicos com o traficante identificado como Luciano.

Foi em uma das escutas telefônicas que o coronel Ronald Willian acabou sendo flagrado supostamente negociando a venda de munições para o então soldado Frank. Segundo o Ministério Público Estadual, no dia 15 de fevereiro de 2008 “Ronalt (Willian) manteve contato telefônico com o denunciado soldado Frank e, após perguntar se o mesmo teria munições calibre 22 para vender, recebendo resposta positiva, comunicou que teria um comprador”.

Para o Ministério Público, “a estreita ligação entre os dois denunciados pode ser confirmada ainda no momento em que Frank informa que tem a quantia em dinheiro para entregar ao então tenente-coronel Willian”.

O Blog do Elimar Côrtes teve acesso a um trecho da conversa entre os dois, gravado as 10h40 do dia 15 de fevereiro de 2008: CEL WILLIAN lia para FRANK e pergunta quantas “caixas de ponto 22” que FRANK tem “lá”; FRANK responde que “tá em casa”. CEL WILLIAN insiste na pergunta da quantidade. FRANK então responde que tem “quatro”. CEL WILLIAN diz que é só para saber, pois tem um “camarada” que ele descobriu e vai ver se ele “pega”. FRANK fala para o CEL WILLIAN que já foi duas vezes levar o dinheiro, mas o CEL não apareceu “aí”. CEL WILLIAN diz que fica “aqui” direto. FRANK fala que só não foi levar o dinheiro na casa do CEL WILLIAN porque ele não sabe aonde que é.

Diante dos fatos, o Ministério Público Estadual solicita à Justiça que acolhe a denúncia e abre processo em desfavor do coronel Ronalt Willian e o ex-soldado Frank Silva Grazziotti nas iras dos artigos 17 e 20, da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento).



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