Espírito Santo é o primeiro a distribuir repelente às gestantes

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O Espírito Santo é o primeiro Estado do país a comprar repelentes e distribuir para gestantes que fazem o pré-natal na rede pública de saúde a fim de protegê-las da picada do mosquito Aedes aegypti. O objetivo é evitar que gestantes contraiam o zika vírus, prevenindo assim possíveis casos de microcefalia em bebês em gestação.

O Governo do Estado comprou 75 mil frascos e começou a receber o produto do laboratório nesta quinta-feira (28). A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu 10 mil frascos, e o restante, 65 mil frascos, deve chegar até o final de fevereiro.

“Todas as gestantes atendidas na rede pública de saúde dos 78 municípios capixabas serão contempladas com repelentes. Além do uso do repelente, as gestantes devem se proteger com medidas individuais, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de mangas compridas. Mas a principal medida é eliminar os focos de água parada. Esta limpeza deve ser feita toda semana, sempre no mesmo dia”, disse o secretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Ricardo de Oliveira.

O produto já está sendo enviado para os municípios, que receberão também uma nota técnica com esclarecimentos sobre o uso do repelente na gestação e orientações sobre a entrega às gestantes durante as consultas de pré-natal.

A entrega deverá ser registrada pelo profissional de saúde que acompanha o pré- natal no prontuário da paciente e na caderneta da gestante, que fica com a mulher. “O objetivo é que o repelente seja um coadjuvante na proteção da gestante, ajudando a intensificar o cuidado durante o acompanhamento do pré-natal”, comenta.

Zika

Até esta quinta-feira (28), a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo registrou 1.507 casos suspeitos de infecção pelo zika vírus, sendo 13 confirmados laboratorialmente (10 em Vitória, 01 em Vila Velha, 01 em Cariacica e 01 em Aracruz). Foram notificados 53 bebês, entre nascidos e em gestação, com suspeita de microcefalia, mas ainda sem confirmação de relação com o zika vírus.

Saiba mais sobre a entrega de repelentes às gestantes

- Em que momento a gestante receberá o repelente?
Os repelentes serão entregues às gestantes durante as consultas de rotina do pré-natal realizadas na rede pública de saúde mensalmente.

- A gestante já passou pela consulta de pré-natal deste mês. Como terá acesso ao repelente?
A gestante que tiver passado pela consulta de pré-natal antes do início da entrega dos repelentes será contatada pelo serviço de saúde municipal e convidada a voltar à unidade de saúde para receber o produto, ou receberá a visita do agente comunitário de saúde ou profissional de saúde. A mulher pode também entrar em contato com a unidade de saúde onde ela realiza o pré-natal e solicitar a entrega do produto. A orientação é para que o município faça uma busca ativa das gestantes para garantir que todas recebam o repelente.

- Quantos frascos de repelente a gestante receberá?
Serão entregues dois frascos de 200 ml a cada consulta mensal, pois essa quantidade é suficiente para um mês. Em casos excepcionais, o profissional de saúde poderá fornecer uma quantidade maior, desde que ele justifique.

Ações do Governo

- Publicação da Portaria 006-R de 25 de janeiro de 2016, que estabelece que serviços de saúde ou profissionais de saúde notifiquem, obrigatoriamente, os casos suspeitos ou confirmados de infecção por zika vírus, os casos de microcefalia e os de gestantes com doença exantemática aguda;

- Publicação da Portaria 005-R de 25 de janeiro de 2016, que estabelece o pagamento de multa, para pessoa física e jurídica, quando em imóveis de sua propriedade ou alugados forem identificadas situações propícias para proliferação do Aedes aegypti ou existência de criadouros do mosquito;

- Campanha publicitária de combate ao Aedes aegypti;

- Apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo nos mutirões;
- Parceria e apoio de diversas entidades do Estado;
- Aquisição de 75 mil repelentes para distribuição para grávidas e 57 mil litros de inseticidas para eliminação do mosquito;
- Apoio da Marinha, por meio da Capitania dos Portos e da Escola de Aprendizes-Marinheiro do Espírito Santo, na participação de mutirões de combate ao Aedes aegypti;
- Apoio de lideranças evangélicas no combate ao Aedes aegypti;
- Reunião na Cúria Metropolitana de Vitória para apoio das paróquias da Igreja Católica no combate ao Aedes aegypti;
- Reunião semanal do Gabinete de Monitoramento de combate ao Aedes aegypti;
- Atualização dos dados referentes à dengue e zika;
- Reunião com maternidades para orientação;
- Decreto 2156-S, assinado pelo governador Paulo Hartung, determina que a segunda-feira seja o dia obrigatório de fiscalização de possíveis focos do Aedes aegypti nas áreas internas e externas de todos os edifícios públicos do Poder Executivo;
- Decreto de situação de emergência, publicado no Diário Oficial do Estado do Espírito Santo (DIO-ES);
- Participação do Exército nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti;
- Organização do Gabinete de Monitoramento da crise formado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e secretarias municipais de Saúde. Toda sexta-feira este comitê se reunirá para avaliar o cenário e definir as prioridades;
- Formação de um comitê de especialistas para monitoramento da situação (sociedade de obstetrícia, pediatria, infectologia, neurologia e especialista da Sesa);
- Estabelecimento de parceria com o Núcleo de Doenças Infecciosas (NDI) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para realização de exames de diagnóstico;
- Envolvimento com as secretarias de Governo parceiras para o combate ao vetor – Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Governo (Seg) e Secretaria Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb);
- Mobilização das escolas para conscientização dos pais de ações para combate ao mosquito;
- Solicitação ao Ministério da Saúde de fornecimento de insumos e equipamentos para a realização de exames no Laboratório Central da Sesa;
- Solicitação ao Ministério da Saúde de inseticidas para ações emergenciais
- Intensificação da mobilização social;
- Mutirão de capacitação em todo o Estado para médicos e enfermeiros de manejo clínico para Dengue, Chikungunya e Zika Vírus;
- Frota de veículo disponível com equipamento UBV;
- Bombas costais a serem utilizadas em áreas com surto/epidemia;
- Campanha na mídia alertando a população acerca dos riscos e informação sobre a importância de controlar o vetor;
- Identificação de servidores para atuar como síndicos em prédios públicos, com conscientização de toda a equipe de governo.

Ações voltadas para gestantes

- Capacitação de maternidades para atendimento à gestante com suspeita de zika;
- Fluxo de atendimento à gestante permanece o já existente da rede materno-infantil;
- Solicitação ao Ministério da Saúde da inclusão do repelente na Relação Nacional de Medicamentos (Rename) e o fornecimento imediato de 50 mil unidades;
- Reunião com maternidades.



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