Comitê denuncia que Samarco gastou R$ 3,3 milhões para exibir comercial no Fantástico

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A Samarco/Vale-BHP gastou R$ 3,3 milhões para exibir a propaganda “É sempre bom olhar para todos os lados”, que tenta amenizar sua responsabilidade pelo maior crime socioambiental do País, somente durante o Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (14). A denúncia é do Comitê em Defesa dos Territórios Frente à Mineração. “O que poderia ser feito com esse dinheiro?”, questiona a entidade.
O Comitê aponta que esse valor foi aplicado em apenas três inserções, de um minuto cada. Para chegar ao total gasto pela empresa, considerou como base a própria tabela comercial do programa, que tem uma das maiores audiências da TV aberta do País.
A empresa, na verdade, investiu muito mais recursos em sua estratégia publicitária, já que, desde então, veicula o mesmo comercial todos os dias tanto na televisão quanto nas principais revistas e jornais de grande circulação.
“Olhe para todos os lados e o que você vê? Nós, do Comitê, vemos uma empresa disposta a investir o que for preciso em marketing e propaganda para tentar ‘limpar’ sua imagem suja pela lama criminosa das suas operações assassinas”, ressalta a entidade em nota.
Segundo o Comitê, a Samarco poderia, com esses recursos, comprar 17 casas em Bento Rodrigues para indenizar famílias que perderam tudo; pagar o salário mínimo mensal acordado com o Ministério Público Federal – e que não tem sido cumprido – a 3.750 pescadores atingidos; e comprar 3,3 milhões de litros de água mineral para a população de cidades como Governador Valadares, que não tem água segura para consumo humano devido à contaminação do rio Doce pela lama.
A entidade ressalta que, com essa ação de marketing “hipócrita”, a Samarco deixou claro que não se importa com os atingidos, nem com a contaminação do rio Doce após o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), no dia cinco de novembro do ano passado.
“Para as comunidades, será uma luta árdua conseguir receber na Justiça qualquer valor, mas para a empresa limpar a lama tóxica da sua imagem, aí sim, há verba”, criticou o Comitê, avisando: “Não permitiremos que a Samarco tripudie sobre a dor de todos aqueles dos quais destruiu vidas”.
Nessa terça-feira (16), também reagiu ao comercial da Samarco/Vale-BHP a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale, ao manifestar repúdio e indignação pelo conteúdo do comercial. A campanha publicitária rende ainda críticas nas redes sociais e até entre os profissionais de marketing.
Investigação
Depois de receber mais de 50 reclamações questionando a veracidade das informações veiculadas no comercial da Samarco/Vale-BHP, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu nessa quinta-feira (19) processo para verificar as denúncias, feitas por consumidores do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Informações divulgadas pelo G1 em Minas apontam que serão notificadas a agência responsável, a Tom Comunicação, e a empresa, que terão cinco dias úteis para apresentar defesa.
No estado mineiro, o Ministério Público Federal também enviou ofício à Samarco para conhecer os valores da campanha publicitária e a cópia do contrato. A instituição aponta contradição no investimento em propaganda, já que as empresas alegam na Justiça dificuldades financeiras para arcar com os impactos.
No comercial veiculado em rede nacional, a Samarco apela para depoimentos de funcionários para tentar mostrar responsabilidade social e ambiental após o crime. Campanha semelhante é realizada pela empresa desde dezembro de 2015 nas redes sociais e internet.



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