‘A Samarco e a Vale ludibriaram o Estado brasileiro’

Enivaldo

O deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) reiterou nessa quarta-feira (16), em sessão na Assembleia Legislativa, sua defesa pela prisão dos diretores da Samarco/Vale-BHP, responsável por operar a barragem de Fundão rompida há quatro meses em Mariana (MG). “A Samarco e Vale ludibriaram o Estado brasileiro”, protestou em referência ao teor das escutas telefônicas divulgadas pela Folha de S. Paulo que revelaram a estratégia dos diretores da Samarco de combinar as informações passadas às autoridades que investigam o crime.
Para Enivaldo, a prisão é a única alternativa de a empresa assumir sua responsabilidade no crime, que gerou mortes, destruição e a contaminação do rio Doce. “Prisão preventiva é para que não se destruam provas e se intimidem testemunhas, e os diretores da Samarco destruíram as provas. Isso somente vai se resolver com cadeia para eles”, disparou o deputado.
Ele se reporta mais uma vez à matéria da Folha para alertar que a Samarco não tinha controle da pressão que a água fazia sobre a barragem e escondeu isso das autoridades federais. A postura da empresa motivou o pedido de escuta pela Polícia Federal, que flagrou a troca de informações entre diretores, funcionários e advogados.
“Não precisou muito tempo para que viessem à tona as provas de que eu estava certo quando pedi a prisão dos diretores dessa empresa assassina e irresponsável”, afirmou o deputado. Enivaldo. Ele lembrou, ainda, que na época que fez o primeiro pedido de prisão dos diretores, logo após o crime, recebeu muitas recomendações para que amenizasse o tom de seus discursos contra a empresa. “Ficaram falando: não, não precisa prender os diretores. Precisava sim”, reforçou.
O deputado ressalta que há muito tempo alerta para o comportamento antiético das empresas que poluem o meio ambiente e sonegam impostos no Espírito Santo, como a Vale, dona da Samarco.
Quatro meses após o rompimento, exemplifica, a população de Colatina ainda não tem confiança de usar a água distribuída pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), que capta do rio Doce, tomado pela lama de rejeitos da mineração. “Quanto tempo o rio vai demorar para recuperar sua vida, se é que algum dia vai se recuperar?”, questiona.
Para Enivaldo, não precisava nem de inquérito para apurar de quem é a responsabilidade pelo crime. “Parte das provas se perdeu, ou foram destruídas, mas ainda é tempo de recuperar a credibilidade. Por isso, mais uma vez, defendo: esses diretores da Samarco têm que ser presos por homicídio doloso, pois assumiram o risco de matar e destruir, quando operaram com licença ambiental vencida e negligenciaram os sistemas de controle que poderiam ter evitado a maior tragédia ambiental do planeta”.
Escutas telefônicas
A matéria da Folha de S. Paulo revela que funcionários da Samarco combinaram com a área jurídica da empresa quais informações poderiam ou não ser fornecidas a agentes da Polícia Federal que iam a campo apurar a responsabilidade da mineradora na ruptura da barragem em Mariana (MG). Locais que seriam vistoriados por policiais foram também previamente verificados.
O acerto entre os funcionários aparece em interceptações telefônicas de diretores da Samarco. Por desconfiar que estavam escondendo dados, a PF pediu à Justiça autorização para os grampos.
De acordo com a Folha, foram interceptados os telefonemas de Germano Silva Lopes, gerente geral de projetos, Daviely Silva, gerente de geotecnia, e Wanderson Silva, coordenador de monitoramento, entre outros.
A PF chegou a pedir a quebra do sigilo do diretor-presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi, mas a solicitação foi negada. Ao todo, com a contribuição dos indiciamentos, seis diretores da empresa, incluindo Vescovi, foram indiciados sob suspeita de crime ambiental.
No inquérito, a PF diz que os grampos apontam “fortes indícios” de que a Samarco “tem escondido dados e informações importantes”. Afirma ficar claro que empregados “recebem ordens dos superiores para agirem ou declararem dessa ou daquela forma”.
O relatório mostra ainda que diretores combinavam com a assessoria de imprensa da Samarco como passar, omitir ou informar incorretamente dados aos jornalistas.



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