Falta de efetivo provoca o fechamento do plantão da delegacia de Alegre

Alegre

O plantão da delegacia de Alegre, no sul do Estado, vai ser fechado a partir da quarta-feira (17) depois de menos de um ano de inauguração. A unidade policial é nova e foi inaugurada em outubro de 2015, com o plantão para atender 10 municípios da região, alcançando cerca de 140 mil habitantes. No entanto, o baixo efetivo policial levou ao fechamento do plantão.

Em ofício enviado ao secretário de Estado de Segurança Publica, André Garcia, a delegada-chefe de Polícia Civil, Gracimeri Gaviorno comunica o fechamento do plantão alegando que um número elevado de servidores pediu exoneração nos últimos anos e que um contingente expressivo de policiais se aposentou nos últimos anos, gerando a necessidade de otimizar o efetivo para atender ao grande número de plantões em delegacias.

Em razão da dificuldade em manter diversos plantões, inclusive em delegacias da Grande Vitória, em face da ausência de titulares e de outros servidores, a delegada-chefe informa o fechamento do plantão de Alegre, comunicando que as ocorrências da circunscrição devem ser encaminhadas pata o plantão da 7ª Delegacia Regional, de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.

À imprensa, no entanto, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que o plantão foi fechado por conta da baixa demanda e que a delegacia só atenderia de segunda-feira a sexta-feira, em horário de expediente.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES), fechar o plantão da delegacia de Alegre é a saída mais fácil para contornar a grave crise institucional pela qual passa a Polícia Civil. O fechamento do plantão da unidade sobrecarrega o da delegacia e Cachoeiro, que passará a ser responsável por atender mais dez municípios.

O quadro da Polícia Civil do Estado tem defasagem que chega a 1.428 policiais, o que representa índice de 38%. O baixo número de policiais prejudica o atendimento à população e, ainda assim, não há previsão de realização de concurso público.

O quadro de deficiência é tão grande que os policiais têm de priorizar o atendimento de certas ocorrências, geralmente de crimes de grande repercussão, para serem investigados. Os crimes comuns, que atingem as camadas mais periféricas da população, ficam sem investigação.



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