Quase 20 mil baleias jubarte podem passar pela costa capixaba

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A temporada de baleias jubarte já está aberta no Espírito Santo. Desde junho, elas passam pela costa capixaba e também pela Bahia. os animais são monitorados pelo projeto Amigos da Jubarte, que foi desenvolvido pelo Instituto O Canal, em parceria com o Instituto Baleia Jubarte. De acordo com o oceanógrafo do projeto, Paulo Rodrigues, cerca de 17 mil baleias podem passar pelas águas do Estado.

“O período que elas ficam aqui é de junho a novembro, e elas vêm para terem seus filhotes, amamentar e acasalar. Essa espécie vem das ilhas Sandwich, próximo a Antártida, e voltam para lá para se alimentarem”, explicou o oceanógrafo.

Paulo Rodrigues destacou que não há perigo para banhistas próximo à costa e, segundo ele, no mar é proibido mergulhar e nadar com baleias. O perigo mesmo é para os animais, que podem ser feridos por embarcações.

“Para eles não serem prejudicados, as pessoas devem evitar navegar em altas velocidades no mar aberto, não fazer muito barulho de motores, não se aproximar a menos de 100 metros com o motor engrenado, não perseguir por mais de 30 minutos durante a observação de baleias, e cumprir as normas de avistagem regulamentadas pela Portaria 117 do IBAMA (alterada pela portaria n.24 de 2002)”, destacou.

Nessa época muitas baleias encalham e são encontradas nas areias das praias. O oceanógrafo explicou que, quem encontrar esses animais pode entrar em contato com os órgãos competentes. “As pessoas devem ligar para o programa de monitoramento de praia de sua região, para a secretaria de meio ambiente, e outros órgãos”, disse.

Na última sexta-feira (19) cerca de 30 baleais foram vistas em poucas horas nas águas de Vitória. Elas foram avistadas durante uma expedição. E de acordo com Rodrigues, nesse período é aparentemente normal isso acontecer.

“Essas expedições são para registrar imagens na costa capixaba, iniciar um diagnóstico da ocorrência das baleias, comportamentos, períodos de ocorrências e ter informações do potencial do turismo de observação de baleias. São observadas diversas formações, agrupamentos reprodutivos – machos disputando a cópula com a mesma fêmea -, mãe e filhotes, juvenil. Os diversos movimentos são sensacionais, como saltos, exposição da caudal, batidas das nadadeiras, entre outros. O mais incrível dessa expedição foi quando uma baleia saltou toda para fora da água, jogando muita água para cima”, contou.

De acordo com Thiago Ferrari, diretor do Instituto O Canal, essa foi a primeira expedição dessa temporada. “Devemos fazer mais quatro ou cinco expedições até outubro, que é quando vai chegando ao fim esse período. Além de Vitória, também devemos passar por Aracruz”, informou.

Segundo Ferrari, a instituição foi criada em Vitória em 2014 durante uma mobilização na Capital, e depois disso começou a cada vez mais atuar em causas ambientais. “Começamos com uma mobilização social em torno do Canal de Vitória e lançamos manifestos com reivindicações de diferentes grupos. Isso durou um mês e o instituto foi uma consequência das causas ambientais”.



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