Marqueteiros requerem investigação das contas de campanha de candidato a prefeito de Cachoeiro

Julio

A publicitária Morgana Bechepeche, que chefiou a equipe de marketing do candidato do PMDB a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), Júlio Ferrari, protocolou representação no Ministério Público Eleitoral (MPE), requerendo investigação das contas de campanha do peemedebista.

Bechepeche denunciou que Ferrari contratou suas equipes de marketing e produção de vídeo para as eleições deste ano e o pouco que recebeu teria sido “por fora”. Ela teria recebido algo em torno de 10% do combinado. A equipe entrou na Justiça para receber R$ 133 mil que o candidato teria deixado de pagar. Outra reclamação foi de que, o que foi pago, mediante a nota, não foi oficializado na prestação de contas de campanha do candidato, o que dá margem para supor que o pagamento teria vindo de um “caixa 2”.

Se confirmado o “caixa 2”, recursos financeiros não contabilizados e não declarados à Justiça Eleitoral, a prática prevê pena de prisão por até cinco anos e multa, conforme art. 350 do Código Eleitoral.

A legislação proíbe a utilização de recursos para pagamento de gastos eleitorais sem o devido trânsito de tais valores pela conta bancária aberta especificamente para registrar o movimento da campanha eleitoral. O grupo de comunicadores também pede que o Ministério Público investigue se houve prática de “rachid” nas doações de campanha.

A suspeita é em razão da prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral em que constam como “doadores de campanha” alguns assessores da Câmara nomeados por Júlio, que preside o legislativo municipal, conforme apontou a jornalista Regina Monteiro, que atuou como assessora de imprensa na campanha do peemedebista.

A coordenadora da campanha, Morgana Bechepeche, que desvinculou-se de Ferrari faltando 10 dias para as eleições, por falta de pagamento, cobra judicialmente R$ 81 mil que restaram: "Júlio fez comigo um modesto acerto em dinheiro, e emite nota fiscal que não aparece na prestação de contas dele. Ele ocultou também da Justiça Eleitoral a contratação e pequenos acertos em espécie feitos com os demais membros das duas equipes.

A produtora de vídeo, por exemplo, foi contratada e declarado à Justiça apenas R$ 2 mil, um valor notoriamente irreal para o mercado", acrescentou Bechapeche.

Já a jornalista Regina Monteiro, que fazia a assessoria de imprensa do candidato, foi contratada por R$ 10 mil e não recebeu. "Nunca me pagou nada, apesar dos meus insistentes apelos pela necessidade de trabalhar e receber. Sequer atendia aos meus telefonemas”, afirmou a jornalista.

Essas contratações de campanha, segundo Morgana, totalizam cerca de R$ 150 mil, mas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ferrari declarou contratações de cerca de R$ 8,5 mil, figurando como o candidato que menos investiu nas eleições 2016. “Sua prestação de contas é uma fraude total, que precisa ser investigada pelo Ministério Público Eleitoral, e reprovada!”, acusou a marqueteira.

A jornalista Regina Monteiro, da equipe de marketing, que também ajuizou cobrança contra Ferrari, declarou que “é mentirosa e falsa essa prestação de contas e que não podemos admitir mais práticas como essa em nosso país, o povo está cansado disso, políticos desse tipo precisam ser punidos e responder pelos seus atos na Justiça”.

O PMDB de Cachoeiro é alvo dos membros da equipe de marketing na mesma ação de cobrança, uma vez que de acordo com o parágrafo único do art. 29 da Lei das Eleições, as eventuais sobras de campanha são repassadas ao partido, o que também acontece com as dívidas.

Segundo Morgana, "é notório que Júlio Ferrari foi abandonado pela cúpula do PMDB, que optou por apoiar outros candidatos e isso prejudicou a captação de recursos. Além dessa deslealdade, o PMDB Cachoeiro não presta contas há anos, o que impediu a legenda de receber verbas do Fundo Partidário, fato que agravou a penúria financeira do candidato, chegando aos extremos que a situação se encontra hoje”, conclui.

Fonte: Século Diário



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