Presidentes de Câmaras assumem prefeituras em Muqui e Fundão

Muqui

Em dois dos 78 municípios do Estado, o processo eleitoral ainda não chegou ao fim. Enquanto na maioria das cidades os prefeitos eleitos outubro de 2016 tomavam posse, em Muqui e em Fundão os presidentes das Câmaras assumiram interinamente o comando das cidades nesse domingo (1).

Em Muqui, o vereador Sérgio Luiz Anequim, o Camarão (DEM), foi eleito presidente da Câmara e assumiu a prefeitura até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida sobre o recurso impetrado pelo candidato Frei Paulão (PSB). Se o Tribunal aceitar o recurso, ele será empossado, se não, haverá nova eleição na cidade, já que o segundo colocado na disputa, o prefeito na gestão passada, Aluisio Filgueiras (PSDB), morreu no último dia 19 de dezembro. Os dois vereadores seguem nas chefias dos executivo até que a Justiça Eleitoral decida o destino dos candidatos mais bem votados e que tiveram as candidaturas impugnadas.

Enquanto Camarão administra a cidade, o vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, eleita neste domingo, José Marcos de Castro (PSB), que foi o vereador mais votado na eleição, vai assumir a presidência da Câmara de Vereadores. A posse dos vereadores aconteceu neste domingo, às 10 horas, e a Câmara ficou lotada. Por enquanto, o prefeito interino não anunciou mudanças na estrutura da prefeitura.

Em Fundão, o vereador Eleazar Lopes (PCdoB) foi eleito presidente da Câmara, como já era esperado nos meios políticos, e assumiu a prefeitura interinamente até que a Justiça defina o destino da cidade. O candidato mais bem votado na disputa foi Anderson Pedroni (PSD), com 8.564 votos (77%).

O caso está concluso para despacho do ministro Luiz Fux, e se for favorável a Pedroni, ele fica livre para tomar posse como prefeito, mas se o ministro do TSE mantiver o registro indeferido, haverá novas eleições no município. De qualquer forma, a prefeitura fica interinamente sob o comando de um aliado de Pedroni.

O segundo colocado na disputa, Adriano Ramos (PMN), que recebeu 1.866 votos (15%), chegou a ser diplomado prefeito pelo juiz eleitoral Alcemir dos Santos Pimentel, mas o ato foi invalidado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES), em decisão do juiz Aldary Nunes Junior. Como Pedroni conseguiu mais de 50% dos votos somados dos outros adversários mais brancos e nulos, o segundo colocado não poderia ser diplomado antes de o recurso do mais votado transitar em julgado.



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