Negociação com mulheres de PMs não avança e população segue 'encarcerada' nesta quarta

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Depois de cinco horas de discussão, a reunião entre os deputados estaduais e os familiares dos policiais militares terminou, na noite desta terça-feira (7), sem acordo. O impasse se deu por causa da data da reunião com o governo. Os familiares dos policiais queriam um encontro com o governador ainda nesta quarta-feira (8), mas o Palácio Anchieta só aceita fazer a reunião na sexta-feira (10). Ficou claro que as representantes do movimento não querem arriscar que os policiais voltem às ruas antes do acordo formalizado com o governo.

A reunião, mediada pelos deputados, tentava amarrar um acordo com o Palácio Anchieta. Depois de muita conversa, os familiares dos policiais pediram um prazo para elaborar uma pauta de reivindicação para entregar aos deputados. O presidente da Assembleia, Erick Musso (PMDB), buscou o diálogo com o governo, mas foram muitas as negativas do Palácio Anchieta. Diante do impasse, os deputados e familiares dos policiais decidiram encerrar o encontro desta noite e retomar as negociações nesta quarta-feira (8). Musso ficou de conversar com o Palácio Anchieta na expectativa de adiantar a reunião para esta quarta, como reivindicam as mulheres dos policiais.

Na tarde desta terça-feira, uma comissão de deputados já havia se reunido com representantes das associações de praças e oficiais da Polícia Militar do Espírito Santo. Nesse encontro, a comissão pediu o fim do movimento dos familiares que desde sábado (4) impede que os policiais saiam dos batalhões para o patrulhamento ostensivo e atendimento de ocorrências. A paralisação tem gerado uma onda de violência sem precedentes em todo o Estado.

Ficou acordado que os representantes das entidades representativas iriam aos quartéis convencer seus familiares a abandonar o bloqueio, e em contrapartida os deputados garantiriam que os policiais não sofreriam punição do Comando da PM. Acordo fechado, uma outra reunião entre o Comando Geral da Polícia Militar e representantes dos familiares dos policiais selou um acordo para a liberação dos quartéis. Em troca os familiares exigiam a abertura de uma agenda de negociação com o governo do Estado.

Mas como as trativas da reunião da noite desta quarta não avançaram, os batalhões que prometiam retomar ao trabalho às 21 horas, não voltaram às ruas. A informação é que o movimento estaria rachado e muitos policiais estariam se entregando aos quartéis para não voltarem às ruas. Existe desencontro sobre a informação de que os policiais retomariam as atividades ainda nesta terça. O próprio governo anunciou, no início da noite, que a Rotam e mais quatro batalhões (Vila Velha, Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus e Guarapari) retomariam as atividades ainda esta noite, o que não ocorreu.
A continuidade das negociações nesta quarta-feira deverá ser a única atividade na Assembleia, que suspendeu o expediente em razão da falta de transporte público. O Sindirodoviários, que inicialmente garantiu a circulação da frota, voltou atrás e decidiu que os ônibus não saem das garagens dia 8.



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