Luta antimanicomial mobiliza centro de Cachoeiro

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O movimento que busca melhoria nas condições do tratamento psiquiátrico no Brasil está completando 30 anos. Em Cachoeiro, o marco vai pautar mobilização coordenada pela prefeitura no centro da cidade, nesta quinta-feira (18), Dia Nacional da Luta Antimanicomial, das 8h ao meio-dia.

Participam do evento entidades, órgãos públicos e voluntários que lidam diariamente com o tema no município. Na praça Jerônimo Monteiro, está confirmada a presença de representantes das secretarias estadual e municipal de Saúde, faculdade São Camilo, servidores da área, pacientes e familiares. A ação tem apoio das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e de Cultura.

Entre os servidores estarão os que atuam no Caps II, unidade no bairro Gilberto Machado mantida pelo estado para tratamento de transtorno mental; e o Caps AD, mantido pela prefeitura no bairro Otton Marins, para pessoas que querem tratar dependência do uso abusivo de álcool, crack e outras drogas.

Neste ano, o tema da luta antimanicomial é “Faz escuro, mas eu canto: liberdade em todo canto”, que será reforçado pelas equipes por meio de bate-papo, distribuição de panfletos informativos e exposições de arte e material produzidos pelos usuários do serviço.

Os itens são confeccionados durante as oficinas terapêuticas nas unidades de Caps. De acordo com Elizandra Rodrigues, referência técnica municipal em Saúde Mental, o evento no centro de Cachoeiro é oportunidade para mostrar à sociedade, de modo mais próximo, o trabalho desenvolvido com os usuários dos serviços de atenção psicossocial.

“Assim, podemos ajudar a desmistificar a ideia de que as pessoas que sofrem de algum transtorno mental devem ser isoladas da sociedade. Pelo contrário, por meio das atividades e fotografias expostas, a população pode entender que o real local de tratamento desses usuários é em regime aberto, em suas comunidades e próximos à família”, avalia Elizandra.

Três décadas de conscientização

Nascido no Brasil na década de 80, o movimento antimanicomial busca modificar a lógica da assistência em saúde mental em prol de uma atenção psicossocial, que cria serviços múltiplos e a diversificação na rede de saúde. A proposta inclui a diminuição gradativa da incidência de longas internações em hospitais psiquiátricos.

A rede abrange, por exemplo, equipes de saúde mental, unidades básicas de saúde, Caps, leitos em hospitais gerais, serviço residencial terapêutico. No Caps, são realizadas práticas e ações em ambiente mais acolhedor para um trabalho intersetorial, que acompanha o usuário do serviço e seus familiares.



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