Abrasco alerta para risco de urbanização da febre amarela no País

Feb

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) advertiu para o risco de urbanização da febre amarela no País. O alerta, em carta aberta divulgada no Rio de Janeiro, é datado desta segunda-feira (29). No documento, a Abrasco afirma que a situação “nos obriga a definir políticas de curto e médio prazo para prevenir futuros surtos”.
Em outro trecho, assinala que “atualmente, o controle da doença depende primariamente da imunização da população de risco, a qual, neste momento, vem se estendendo rapidamente para mais municípios. Consideramos que não se pode mais afirmar com segurança que ainda não existe transmissão urbana da doença”.

A entidade lançou há um ano carta aberta sobre a febre amarela no Brasil, documento assinado por mais seis instituições do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira. Apelava para que o Ministério da Saúde, dentro de seu papel constitucional, organizasse e coordenasse o combate à febre amarela, mobilizando e integrando ações dos estados, municípios, centros de pesquisa, universidades e meios de comunicação.

A entidade registra que 12 meses depois, “se dirige novamente às autoridades sanitárias do Ministério da Saúde, das Secretarias Estaduais e Municipais de saúde e à sociedade brasileira para fazer o alerta: a ameaça da urbanização da Febre Amarela nos obriga a definir políticas de curto e médio prazo para prevenir futuros surtos”.

O aumento do número de casos e de mortes por febre amarela registrado nas últimas semanas em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Distrito Federal está preocupando e causando insegurança na sociedade devido à gravidade desta doença e do risco de sua urbanização.

A Abrasco também cita o Espírito Santo entre os estados com mortes nas últimas semanas, mas a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que não há mortes neste ano. No Espírito Santo, no ano passado, a febre amarela matou 100 pessoas das 330 contaminadas com o vírus da doença.

A Sesa afirma que os 330 casos confirmados no Estado são de febre amarela silvestre, ou seja, ocorridos na área rural. E que o último caso de febre amarela no Espírito Santo foi registrado em julho de 2017.

Macacos

O documento da Abrasco relata que é sabido “que uma extensa epizootia, epidemia em macacos suscetíveis a doença, vem acontecendo, simultaneamente, em vários estados brasileiros, em áreas próximas a cidades densamente populosas. Os atuais surtos de febre amarela têm sido atribuídos a pessoas picadas por mosquitos que vivem em áreas de mata, a febre amarela silvestre”.

Explica ainda a Abrasco que a febre amarela é uma doença imunoprevenível, ou seja, pode ser evitada desde que se adote medidas de prevenção adequadas, o que inclui elevadas coberturas vacinais e informações e ações de educação em saúde para que as pessoas não adentrem as matas ou permaneçam nas áreas consideradas de risco sem estarem imunizadas.

Estas ações, que devem ser contínuas e intensificadas quando se detecta epizootias, evitariam a crise pela qual estamos passando com dezenas de mortes até o momento. Em área urbana, a febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que tanto dano causa aos brasileiros, ao transmitir a Zika, a Dengue e o Chikungunya.

A entidade também cita que as dificuldades de controlar este vetor são conhecidas. No ritmo em que vem aumentando o número de casos de febre amarela silvestre em humanos, torna-se assustadora a possibilidade de haver uma epidemia urbana da doença, na medida em que mais de 90% das cidades do país encontram-se infestadas por este vetor.

A Abrasco alerta: “Caso haja transmissão pelo Aedes aegypti em áreas urbanas, além das mortes que fatalmente ocorreriam até se detectar o problema e realizar um amplo bloqueio vacinal, o real controle da situação exigiria um enorme esforço e imenso quantitativo de vacinas para se proteger as populações residentes nas áreas urbanas infestadas”.

Atualmente, o controle da doença depende primariamente da imunização da população de risco, a qual, neste momento, vem se estendendo rapidamente para mais municípios. Consideramos que não se pode mais afirmar com segurança que ainda não existe transmissão urbana da doença.

Preocupadas com a gravidade do atual surto de Febre Amarela silvestre em diversos estados brasileiros, as entidades integrantes do Fórum da Reforma Sanitária Brasileira abaixo assinadas reconhecem a necessidade de unir esforços para contê-lo o mais rapidamente possível.

“Prioritariamente, faz-se necessária a vacinação seletiva, imediata e abrangente das populações residentes ou que visitam as áreas onde estão ocorrendo casos de Febre Amarela. Isto somente será possível com um reforço da produção e da distribuição de vacinas, bem como da rede de frio. Ademais, deve-se considerar a importância de ampliar o quantitativo de recursos humanos treinados para indicar com segurança (vacinação seletiva) e aplicar o imunógeno em cada posto de vacinação”.



Outras Notícias


Horário de verão: governo voltará a discutir se acaba com período

Morre presbítero de Cachoeiro vítima de acidente de carro em Presidente Kennedy

Com ponte quebrada, moradores carregam idoso doente em cadeira para consulta em Castelo

Hospitais do ES poderão ser obrigados a informar tipo sanguíneo de recém-nascidos

Projeto prevê gratuidade de CNH para pessoas de baixa renda desempregadas

Quinze bairros recebem equipes de limpeza no fim de semana

Esesp: inscrições para Mestrado em Gestão Pública da Ufes estão abertas

OMS divulga recomendações de boas práticas para o parto normal

Onda da terceirização da Saúde também atinge municípios capixabas

Santo Onésimo - Discípulo de São Paulo

São Ricardo - Padroeiro da Família

São Paulo Míki e companheiros mártires

Adolescente de 17 anos é alvejada com vários tiros em Boa Esperança, Vargem Alta

Chuva continua no Espírito Santo pelo menos até quinta-feira, diz instituto

Prepare a fantasia e venha para o Carnaval Família de Marataízes - Confira a Programação

D1 Notícias ©2010-2011. Todos direitos reservados.