Veículo precisa de autorização do Detran para usar gás. Saiba quais cuidados tomar!

Gas

Adaptar um veículo para que ele passe a usar o gás como combustível requer uma série de cuidados e autorização. Esses cuidados são tomados para que casos como o que aconteceu na última terça-feira (10) não se repitam. Um carro explodiu enquanto era abastecido com gás em um posto de combustíveis, no bairro Cobilândia, em Vila Velha.

De acordo com informações passadas pelo Corpo de Bombeiros , o que causou a explosão foi o sistema de gás do veículo que não era apropriado para esta finalidade. O proprietário do carro utilizava botijas de gás de cozinha no lugar dos cilindros.

No Espírito Santo, essa modificação precisa ser autorizada previamente pelo Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES). De acordo com o órgão, essa determinação está na Resolução 292 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além dessa autorização, segundo o Detran, o motorista também precisa da realização de inspeção de segurança veicular para emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV). “A modificação deve ser registrada no Certificado de Registro de Veículos (CRV) e no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Além disso, anualmente, os veículos que utilizam o GNV [Gás Natural Veicular] como combustível devem realizar inspeção de segurança e apresentação de novo CSV”, destacou o órgão porAinda segundo o Detran, “de acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir o veículo sem ter sido submetido à inspeção de segurança veicular, quando obrigatória, é infração grave, com penalidade de multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira. Além disso, conduzir veículo que não esteja devidamente licenciado é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira e apreensão do veículo”.

O coronel Wagner, do Corpo de Bombeiros do Estado, explicou que o motorista também precisa procurar uma empresa especializada para que o equipamento de gás seja instalado. “Tem que ir ao Detran passar por um teste de inspeção, depois ir em um posto de combustível fiscalizado pela ANP e tem normas padrões para abastecer e aí fazer o abastecimento em segurança”, afirmou.

Segundo o coronel, o problema de instalação clandestina é que normalmente esses equipamentos não suportam a pressão no momento do abastecimento. “Esse tipo de botija [a de cozinha] não suporta pressões elevadas. Ela não aguenta, por isso não se pode ter no veículo. Situações assim já ocorreram aqui no Estado e o necessário é punir pessoas que fazendo isso. É muito perigoso fazer instalação clandestina com uso de material inadequado. A pessoa não coloca só em risco a vida dela, mas de outras pessoas também. Esse é o tipo de coisa que pode ser evitada”, destacou. meio de nota.



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