Mar avança sobre a orla e povo protesta por solução

Piuma

Moradores de Piúma marcaram para dia 9 de dezembro um protesto após o mar destruir metade da principal avenida do município. O objetivo é tentar conseguir o apoio dos governos Estadual e Federal para resolver a situação que vem de anos e se complica com o passar do tempo.

No ano de 2016, a força do mar começou a quebrar o calçadão e quiosques. Nada foi feito e a erosão de expandiu fazendo com que fique impossível a passagem de veículos. Quem passa por lá fica amedrontado.

Os piumenses temem o que possa acontecer futuramente, pois, terão que deixar casas e empresas se a invasão do mar continuar. A erosão compromete a economia e o turismo, principalmente nessa época que se aproxima, de verão.

“Sou corretora de imóveis e muitos como eu estamos sendo prejudicados, pois está difícil fechar contratos para a famosa temporada de verão na cidade. Da prefeitura não pode mais esperar nada. Nós vamos agir diante dessa calamidade pública, pedindo atenção ao poder estadual e federal”, disse Alessandra Zouain, organizadora da manifestação.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura informa que aguarda o recurso estadual prometido, no valor de R$ 5 milhões, para iniciar a urbanização. Alega precisar dos recursos estuais e federais. Para o verão, estão preparando 800 sacos (big bags), que custam cerca de 48 mil, e suportam até 1,5 tonelada de areia. Serão colocados na parte mais afetada da erosão na tentativa de conter, provisoriamente, o avanço do mar. Para o procedimento, no entanto, aguardam autorização do Instituto Estadual de Meio ambiente (Iema).

Câmara nega autorização para empréstimo

Nesse mês, o prefeito de Piúma, Ricardo Costa, teve negado pela Câmara pedido de autorização para a contratação de crédito no valor de R$ 35 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O recurso, justifica, seria para investir em trabalhos na cidade, incluindo o projeto urbanístico da orla. Seriam necessários oito votos de vereadores, mas só conseguiu seis.

Em vídeo, publicado antes mesmo da votação analisou: “Temos aqueles que querem nossa orla e temos aqueles que por vaidade não querem a solução. Aqueles que votam contra, não estão pensando em nossa cidade”, disse.

Os vereadores contrários ao projeto alegaram que o endividamento do município com o empréstimo, considerando juros, poderia chegar a R$ 70 milhões, comprometendo as finanças e investimentos em áreas básicas, como Saúde e Educação. Defendem que os governos Federal e estadual custeiem a obra.



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