Ministério registra aumento do consumo e produção de orgânicos no Brasil

Organicos

Levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontou um aumento de 300% no número de unidades de produção orgânica entre 2010 e 2018 no Brasil. Atualmente, 22 mil estão regularizadas.

No Espírito Santo, há cerca de 450 empreendimentos orgânicos registados no Mapa, sendo cerca de 250 certificados. Desses, 100 receberam certificação neste mês de março, por meio do Sebrae/ES, mostrando o crescimento significativo no Estado. Outros 196 estão cadastrados por meio de 21 Organizações de Controle Social (OCS), que os credenciam para a venda direta ao consumidor – feiras livres e delivery – e em programas de governo como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

AS OCS têm crescido bastante, principalmente no norte e noroeste do Estado – enquanto na região serrana predominam as certificações – funcionando como uma espécie de oficialização da relação de confiança que naturalmente se estabelece entre agricultores e consumidores nas feiras livres. “É a legalização do processo legitimo que já existe entre consumidor e produtor”, pondera a auditora fiscal federal agropecuária Sara Hoppe Schroder, da superintendência capixaba do Mapa.

No norte e noroeste, também chama atenção o crescimento do número de feiras livres especializadas em alimentos orgânicos e agroecológicos, mantidas por organizações da sociedade civil, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), em parceria com entidades locais, como associações de moradores, além de instituições de ensino e pesquisa, como o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e o Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper).

As feiras e as OCS são a melhor opção, hoje, para popularizar os alimentos seguramente saudáveis à população, especialmente nos bairros mais populares, visto que as certificações privadas são onerosas e burocráticas, para atender às exigências de mercados mais distantes, como os supermercados, lojas especializadas e exportação.

Na Grande Vitória, as feiras especializadas também prosperam, havendo ainda muitos produtores certificados de Santa Maria de Jetibá, município da região serrana que iniciou a revolução orgânica no Estado, há mais de trinta anos. Antes da atualização da legislação brasileira, apenas a certificação garantia a origem orgânica dos produtos.

O Espírito Santo conta hoje com mais de 40 feiras orgânicas ou agroecológicas, sendo referência nacional no assunto.

Legislação

Para ser considerado orgânico, segundo a legislação brasileira, é preciso produzir sem utilização de agrotóxicos e transgênicos, além de haver um trabalho de conservação dos recursos naturais da propriedade, como conservação de nascentes e remanescentes florestais, saneamento básico, e, ainda, garantia de não contaminação por agrotóxicos e transgênicos por produtores vizinhos, e o respeito à legislação trabalhista.

Mercado

Segundo notícias divulgadas no portal do Mapa nestas segunda e terça-feira (1 e 2), o mercado de orgânicos movimenta US$ 97 bilhões no mundo. Na América Latina, o líder em produção é o Brasil em área plantada, estão Argentina e Uruguai. Em extensão de terra, o Brasil cresceu mais de 204 mil hectares em dez anos, atingindo, em 2017, de 1,1 milhão de hectares.

O mercado brasileiro de orgânicos faturou no ano passado R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), que reúne cerca de 60 empresas do setor.

Já o mercado global de orgânicos, sob a liderança dos Estados Unidos, Alemanha, França e China, movimentou o volume recorde de US$ 97 bilhões, em 2017. O balanço foi feito pela Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) e divulgado em fevereiro último.

De acordo com a federação internacional, estão identificados cerca de 3 milhões de produtores orgânicos em um universo de 181 países. E a agricultura orgânica cresceu em todos os continentes, atingindo área recorde de 70 milhões de hectares, aproximadamente.

A escolha dos brasileiros pelos orgânicos é justificada com mais força pela questão da saúde, principalmente por pessoas com 55 anos ou mais.

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15%. O Sul e o Centro Oeste foram as regiões apontadas como maiores consumidoras de orgânicos no país e o Sudeste apresentou o menor percentual de consumo, 10%. Os dados são de 2017, quando foi divulgada a única pesquisa feita sobre a percepção do consumo de orgânicos no Brasil.

De acordo com o estudo, as verduras lideram entre os alimentos orgânicos mais consumidos no país, com destaque para alface, rúcula e brócolis. Em seguida, os consumidores também preferem opções orgânicas de legumes, frutas (como banana e maçã) e cereais, como o arroz.

Algumas feiras orgânicas e agroecológicas no Espírito Santo:

Vitória
Barro Vermelho: sábado, das 6h às 12h
Praça do Papa: quarta-feira, das 15h às 20h
Jardim Camburi: sábado, das 6h às 12h
Shopping Victoria Mall: quarta-feira, das 16h às 20h
Shopping Centro da Praia: sábado, das 9h às 13h
Vila Rubim: sábado, de 8h às 15h
Shopping Tiffany Center: quarta-feira, de 10h às 16h
Shopping Boulevard da Praia: quinta-feira, 14h às 19h
Parque Botânico Jardim Camburi: quinta-feira, 10h às 14h
Shopping Centro da Praia: sábado, 9h às 13h
Shopping Vitória: segunda-feira, das 16h às 20h
Shopping Norte-Sul (Jardim Camburi): terça-feira, 10h às 15h
Catedral: quarta-feira, 14h às 18h
Praça Getúlio Vargas: quinta-feira, 8h às 12h
Ufes (IC-II): terça-feira, de 8h às 13h
Morro do Quadro: quarta-feira, 14h às 18h
Prainha de Santo Antonio: sexta-feira, 17h às 21h
Mercado São Sebastião: quarta-feira, 17h às 20h
Praça dos Namoradores: sexta-feira, 18h às 22h

Vila Velha
Praia da Costa: sábado, das 6h às 13h
Boulevard Shopping: domingo, das 11h às 16h
Coqueiral de Itaparica (3ª Etapa): terça-feira, 16h às 20h

Cariacica
Shopping Moxuara: quinta-feira, das 16h Às 19h
Campo Grande: sábado, 8h às 12h

Serra
Valparaíso: terça-feira, 16h às 20h
Serra-Sede: terça-feira, 16h às 20h
Bairro de Fátima: quarta-feira, 16h às 20h
Nova Carapina: quintas-feiras, 14h às 20h
Feu Rosa: sextas-feiras, 8h às 12h

Guarapari
Muquiçaba: sábado, 8h às 12h
Parque da Areia Preta: terça-feira, 8h às 12h

Aracruz
Centro: sábado, 8h às 12h
Coqueiral: sexta-feira, 8h às 12h

Cachoeiro de Itapemirim
Perim Center: domingo, 10h às 16h

Guaçuí
Praça Igreja Católica: quinta-feira, a partir das 17h

Montanha
Quarta-feira

Santa Teresa
Ifes: terça-feira, a partir das 15h
Ao lado da Rodoviária: quarta-feira, a partir das 17h

São Gabriel da Palha
Centro: sexta e sábado, 8h às 12h

São Mateus
Inocoopes: sexta-feira, 16 às 21h
Carapina: quarta-feira, 15h às 20h

Vila Valerio
Praça José Meneguelli: quarta-feira, 15h às 18h
Sede do MPA: terça-feira, a partir das 10h
Bairro Vila Nova: quinta-feira, 16h às 18h



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