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Polícia prende suspeito de matar perito criminal para roubar carro e arma
Dois réus foram condenados a 29 e 33 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do perito criminal Sebastião Tenani, em Porto Velho. A identidade dos condenados não foi divulgada.
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A decisão foi do Tribunal do Júri e teve atuação do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que apresentou a acusação. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (3) e durou mais de 15 horas.
O crime aconteceu em 2022, quando o perito chegava a uma propriedade rural que mantinha no distrito de União Bandeirantes. Segundo o MP-RO, ele foi morto a mando do gerente da fazenda.
As investigações apontam que o servidor havia descoberto o furto de gado no local. Com medo de ser preso, o funcionário teria contratado os dois homens para cometer o assassinato.
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O caso
Um perito criminal de 65 anos, identificado como Sebastião Alcídio da Silva Tenani, foi morto com tiro em uma fazenda do distrito de União Bandeirante, em Porto Velho. A vítima já estava aposentada da Polícia Civil.
De acordo com o boletim da ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada inicialmente para atender um chamado sobre um possível homicídio na Linha 101, zona rural de União Bandeirante.
No local, em contato com um caseiro, ele informou à PM que foi até a fazenda da vítima e percebeu que havia estilhaços de acrílico com mancha de sangue, momento em que decidiu chamar a polícia.
Os policiais fizeram buscas por Sebastião Alcídio e ele foi encontrado morto próximo ao igarapé São Francisco.
No corpo da vítima havia uma perfuração de arma de fogo. Além dos estilhaços de acrílico com manchas de sangue, foram encontrados um isqueiro e a cópia da chave de uma caminhonete.
Perito criminal aposentado da Polícia Civil é morto com tiro em fazenda em RO
Arquivo pessoal
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Áudios mostram discussão de estudante de medicina após atropelamento que matou idoso
Áudios enviados pela estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, a um grupo de moradores mostram uma discussão após o atropelamento que matou Odair Brustolin, de 68 anos, na quarta-feira (1º), em Porto Velho.
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Segundo o boletim de ocorrência, o acidente aconteceu por volta das 13h20. Os áudios foram enviados cerca de 25 minutos depois, às 13h45.
➡️ De acordo com testemunhas, Vitória discutiu com pessoas na rua e tentou agredi-las. Após a briga, ela entrou no carro e jogou o veículo contra uma casa, atropelando Odair.
Nas mensagens, Vitória diz que já havia avisado que passaria com o carro pelo portão do condomínio e afirma que os moradores conheciam seu comportamento (veja acima).
“Eu avisei, eu avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, de ficar me tratando de louca, eu ia passar pelo portão. Eu falei, eu falei mil vezes. Eu não sei por que vocês ficam duvidando de alguma coisa, porque vocês já me conhecem”, diz nos áudios.
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Vitória foi presa e levada para a Central de Flagrantes após, segundo a Polícia Militar, tentar fugir do local do atropelamento. Ela foi encontrada na casa de um homem que se apresentou como amigo.
Mensagens podem influenciar investigação
Em entrevista à Rede Amazônica, o defensor público Fábio Roberto afirmou que o caso pode ser enquadrado como homicídio triplamente qualificado. Segundo ele, a investigada poderá responder pelas qualificadoras de motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo fato de a vítima ser idosa.
De acordo com o defensor, a pena pode chegar a 30 anos de prisão. Ele também avaliou que os áudios divulgados podem ser considerados indícios de premeditação, circunstância que pode influenciar na análise do caso pela Justiça e na dosimetria da pena.
O caso
'Eu avisei': áudios mostram discussão de jovem após atropelar e matar idoso
Segundo testemunhas, a jovem identificada pela polícia como Vitória discutiu com pessoas na rua e tentou agredi-las. Após a briga, ela entrou no carro e jogou o veículo contra uma residência.
Imagens gravadas por vizinhos mostram que Vitória tentou atingir a casa uma primeira vez. Em seguida, ela deu marcha à ré e acelerou novamente, invadindo o imóvel e atropelando Odair Brustolin (veja vídeo acima).
Ele foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu, de acordo com familiares.
Após o ocorrido, Vitória fugiu do local. A Polícia Militar fez buscas na região para encontrar a mulher e o veículo. Pouco depois, a polícia recebeu a informação de que Vitória Caroline estava na casa de um amigo.
Os policiais foram até o endereço e encontraram a mulher sentada na varanda. O amigo contou que ela havia pedido ajuda depois de dizer que tinha se envolvido em uma discussão no condomínio onde mora. Segundo ele, o pedido era para fazer serviços de lanternagem e pintura no carro.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, os policiais pediram novamente que Vitória saísse da casa. Ela atendeu ao pedido e foi até os policiais. Conforme o registro, ela estava bastante exaltada e agressiva. Em seguida, recebeu voz de prisão e foi levada para o Departamento de Flagrantes.
Em nota, a defesa de Vitória Caroline lamentou o caso e afirmou que o processo segue os trâmites legais, com garantia do devido processo. A defesa também informou que, durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a realização de um exame para avaliar as condições psicológicas da investigada.
Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos.
Arquivo pessoal e print da tela
Estudante já havia sido presa por embriaguez ao volante
Vitória já tinha sido presa por dirigir embriagada em maio de 2025, em Porto Velho.
Segundo documentos do processo, depois da prisão, ela passou por audiência de custódia e foi solta provisoriamente, mas teve que seguir algumas regras impostas pela Justiça. Entre elas estavam a suspensão da carteira de motorista e a proibição de frequentar bares.
Depois disso, ela fez um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), usado em casos menos graves, sem violência. Nesse tipo de acordo, a pessoa admite o erro e cumpre condições para não virar ré em um processo.
No acordo, ela pagou uma multa de cerca de R$ 1,5 mil, equivalente a um salário mínimo na época.
Após cumprir as exigências, a Justiça retirou as restrições em fevereiro deste ano e o caso foi arquivado em abril.
Em nota, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) informou que o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) foi firmado em julho de 2025, após um acidente de trânsito. Segundo o órgão, inicialmente a estudante foi investigada por lesão corporal, embriaguez ao volante e danos a dois veículos. No entanto, ela indenizou a vítima e os proprietários dos carros, e a vítima decidiu não representar criminalmente.
Com isso, permaneceu apenas a acusação de embriaguez ao volante. O MP afirmou ainda que, na época, ela não tinha antecedentes e, após o cumprimento das condições do acordo, o caso foi arquivado.
Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos.
Arquivo pessoal
Registro do momento em que mulher avança de carro contra portão
Print da tela
Suspeita detida na Central de Flagrantes
Print da tela
Odair Brustolin, de 68 anos, vítima de atropelamento dentro de casa.
Arquivo pessoal
Vítima Marizete Maria de Souza, 55 anos.
Arquivo pessoal
Marizete Maria de Souza, de 31 anos, foi encontrada morta na calçada de uma loja, no Centro de Rolim de Moura (RO), nesta segunda-feira (6). Segundo a polícia, ela tinha sinais de violência sexual.
Pessoas que passavam pelo local encontraram o corpo e chamaram o socorro, mas Marizete já estava morta.
Um homem, que não teve o nome divulgado, foi preso pouco depois, perto de onde o corpo foi encontrado. De acordo com a polícia, ele tinha arranhões pelo corpo, parecidos com marcas de unhas, além de manchas de sangue e fezes nas roupas. Marcas semelhantes também foram encontradas nas roupas da vítima.
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A Polícia Civil investiga o caso como estupro seguido de morte. Imagens de câmeras de segurança de comércios próximos ajudaram na investigação. Segundo a polícia, as gravações mostram um homem segurando Marizete pelo pescoço antes de deixar o corpo na calçada.
Durante as buscas, os policiais também encontraram uma blusa rosa com manchas de sangue e fezes na mesma rua onde o crime aconteceu. A roupa foi apreendida e será analisada pela perícia.
O suspeito não deu informações sobre o caso durante o depoimento. Ele foi levado para a delegacia e continua preso.