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Pecuarista é morto em posto de combustível em Ariquemes
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) recorreu da decisão que condenou Matheus Vitor Uliana do Nascimento a 11 anos, 1 mês e 10 dias de prisão pela morte do pecuarista Nelson Alexandre Santos Mello, conhecido como "Xandy do Motocross". Para o órgão, a pena aplicada é baixa diante da gravidade do crime.
O recurso foi apresentado pela Promotoria de Justiça de Ariquemes (RO) após o julgamento, realizado entre quarta-feira (22) e quinta-feira (23), no Fórum da cidade.
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Durante o julgamento, os jurados entenderam que Matheus cometeu o crime sob forte emoção, após uma discussão no trânsito. Por isso, a pena foi reduzida.
Segundo o MP-RO, os jurados também reconheceram duas circunstâncias que tornam o crime mais grave: que a vítima teve pouca chance de se defender e que os tiros colocaram outras pessoas em risco. Isso porque o assassinato aconteceu em um posto de combustíveis, onde havia outras pessoas no momento dos disparos.
A defesa do réu disse à Rede Amazônica que respeita a decisão dos jurados, mas afirmou que tentou provar que Matheus agiu em legítima defesa.
Relembre o caso
Nelson Alexandre Melo, de 30 anos, conhecido como "Xandy do Motocross", foi morto a tiros em um posto de combustíveis de Ariquemes. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi baleado.
Segundo o boletim de ocorrência, Nelson entrou no posto de combustíveis com o carro e cercou o veículo do suspeito. Em seguida, caminhou em direção ao automóvel. Nesse momento, o motorista abaixou o vidro e efetuou os disparos.
O pecuarista foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Ariquemes, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Matheus se apresentou espontaneamente na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), confessou o homicídio e entregou a arma usada nos disparos.
Na ocasião, ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após pagar fiança. A polícia entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para sustentar a prisão em flagrante por homicídio, diante dos indícios de legítima defesa.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por uma "questão amorosa", conforme informou o delegado responsável pelo caso na época.
Prisão do acusado
Meses depois, Matheus Vítor Uliana Nascimento voltou a ser preso preventivamente. A prisão foi decretada após um novo inquérito apontar que ele passou a procurar e ameaçar pessoas ligadas ao processo.
No dia da operação, a Delegacia Regional de Ariquemes cumpriu um mandado de prisão e outro de busca e apreensão no município. Já o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-RO, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Porto Velho.
Pecuarista Nelson Alexandre Melo, "Xandy do Motocross" (vítima)
Reprodução/Redes sociais
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Pessoa mexendo no celular
Banco de Imagens/Pixabay
Um homem do Espírito Santo foi preso após uma moradora de Porto Velho perder cerca de R$ 45 mil em um relacionamento iniciado pelas redes sociais. Depois de conquistar a confiança da vítima, ele passou a ameaçá-la com a divulgação de imagens íntimas caso não continuasse recebendo dinheiro. O caso é investigado pela Polícia Civil de Rondônia como estelionato sentimental e extorsão.
Em entrevista à CBN, o delegado Vitor Mio Brunelli, responsável pela investigação, explicou que a vítima procurou a polícia no ano passado após desconfiar que estava sendo vítima de um golpe.
Segundo o delegado, a mulher conheceu o investigado pelas redes sociais e os dois chegaram a se encontrar pessoalmente, quando ele esteve em Porto Velho. A partir desse contato, eles criaram um vínculo afetivo.
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No início do relacionamento, o homem pedia dinheiro alegando dificuldades financeiras e situações de emergência. A vítima fazia as transferências acreditando que estava ajudando o companheiro.
"Ela acreditava que estava criando um vínculo afetivo, que ele queria manter esse relacionamento duradouro com ela, cedia essas investidas", afirmou o delegado.
Ainda segundo Brunelli, quando a mulher passou a enfrentar dificuldades para continuar enviando dinheiro, o investigado começou a se distanciar e deixou de ir a Porto Velho com frequência. Em seguida, passou a exigir pagamentos para não divulgar mensagens e chamadas de vídeo íntimas trocadas durante o relacionamento.
"Ele passou então a extorquir dinheiro, exigindo que ela enviasse esses valores sob pena de expor as mensagens íntimas e as chamadas de vídeo íntimas que eles faziam durante esse relacionamento", disse.
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De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo da vítima chegou a cerca de R$ 45 mil, somando as transferências feitas durante o relacionamento e os valores enviados após o início das ameaças.
Segundo a investigação, o homem escondia informações sobre a própria identidade. Ele dizia ser caminhoneiro, afirmava morar no Espírito Santo e enviava fotografias de locais próximos ao mar, mas nunca informava em qual cidade vivia nem fornecia endereço. Também pedia dinheiro para despesas como combustível e pedágios.
"O período que ele vinha supostamente para vê-la, na verdade, ele estava a trabalho e só aproveitava a oportunidade para fazer esse contato com ela e manter esse vínculo que ela estava criando com ele", afirmou o delegado.
Brunelli informou que a vítima guardou comprovantes das transferências, conversas, números de telefone e as chaves Pix usadas para enviar o dinheiro. Segundo ele, esse material foi fundamental para a investigação e permitiu que a Polícia Civil identificasse o suspeito, localizasse o endereço dele e levantasse informações sobre a rotina dele, com apoio de policiais do Espírito Santo.
A Polícia Civil orienta que vítimas de golpes semelhantes procurem uma delegacia assim que perceberem qualquer indício de fraude ou extorsão.
O delegado também recomenda guardar comprovantes de transferências, conversas, números de telefone e outras informações que possam ajudar na investigação.
"Ao primeiro sinal ou desconfiança, procurar a delegacia de polícia. Nem que seja para resguardo do direito, mas, se já tem a desconfiança de que é um golpe, já fornecer as informações e a documentação necessária para a gente fazer esse trabalho", orientou.
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