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José Cardozo e avestruz
Reprodução Redes Sociais
Uma empresa criada em Rondônia transformou o óleo de avestruz em suplemento alimentar e aposta na inovação e na pesquisa científica para conquistar espaço no mercado nacional. A fábrica, localizada em Mirante da Serra (RO), desenvolve produtos à base da gordura da ave, rica em ômegas e compostos bioativos.
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O diferencial do produto, segundo o biólogo e empresário José Francisco Cardozo, dono da fábrica, está na composição rica em ômegas 3, 6, 7 e 9, além de vitaminas e antioxidantes naturais.
A ideia surgiu em 2004, após José assistir a uma reportagem sobre avestruzes, quando buscava alternativas sustentáveis para aproveitar uma pequena propriedade rural. O projeto também foi motivado por uma experiência pessoal: a perda de um sobrinho para o câncer despertou o interesse pela pesquisa de produtos naturais voltados à saúde e à qualidade de vida.
“Comecei estudando o potencial econômico da ave, mas logo percebi que a gordura do avestruz também tinha propriedades interessantes. Os primeiros testes foram feitos de forma artesanal e os resultados chamaram atenção”, conta.
Os testes iniciais foram realizados com aplicações externas, principalmente para cuidados corporais e tratamento de feridas. Com o tempo, as pesquisas avançaram para o uso nutricional do óleo.
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Entre 2004 e 2012, o projeto passou por diferentes etapas de pesquisa e desenvolvimento industrial. Os estudos envolveram instituições como o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e laboratórios especializados em São Paulo.
Em 2012, a indústria foi oficialmente inaugurada em Mirante da Serra e recebeu registro do Serviço de Inspeção Federal (SIF). De acordo com o proprietário, a empresa se tornou pioneira no mundo na utilização legalizada do óleo de avestruz como alimento.
O óleo é extraído da gordura do avestruz por meio de um processo industrial próprio, sem o uso de produtos químicos agressivos ou aditivos artificiais.
“O objetivo é preservar as características naturais do óleo, mantendo sua pureza e qualidade nutricional”, explica José Francisco.
Atualmente, a empresa produz óleo de avestruz em gotas, cápsulas e fórmulas combinadas com vitaminas, cúrcuma e outros nutrientes. Segundo o empresário, os suplementos são voltados ao suporte nutricional e à qualidade de vida, com foco na saúde preventiva.
Oléo de avestruz utilizado em alimentos e para consumo.
Reprodução Redes Sociais
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Com mais de 1,2 milhão de reproduções no Spotify, a música “Se Não For Amor” se tornou um dos grandes destaques do grupo SambA+, formado por 14 rondonienses. Eles vivem um novo momento na carreira e apostam na identidade regional para conquistar ainda mais espaço no cenário musical.
O sucesso veio rápido e até de forma inesperada. O grupo, que começou tocando em aniversários e pequenas confraternizações, agora vê a música ganhar força nas redes sociais, nas rádios e nas plataformas de streaming. Em conversa com o g1, Remerson Santana, um dos vocalistas, relembrou o impacto do lançamento:
“Pra nós foi uma alegria imensa. A gente já vinha tentando há muito tempo, desde 2013, 2015, quando fizemos uma gravação no Rio de Janeiro. Mas não imaginávamos que essa música fosse alcançar números tão altos tão rápido”, contou.
A formação atual do SambA+ conta com dois vocalistas, Remerson Santana e Tom Paixão, além de Lelo Lima no reco-reco e Hélcio Jones no pandeiro. Juntos, ao longo dos anos, ampliaram o alcance do grupo, passaram a organizar eventos em Rondônia e já dividiram palco com nomes conhecidos do pagode nacional.
“Graças a Deus, já abrimos shows de artistas como Sorriso Maroto, Ferrugem, Dilsinho, Péricles, Belo, entre outros. Isso foi muito importante pra nossa caminhada”, destacou o vocalista.
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Segundo Remerson, o crescimento foi impulsionado pela identificação do público com a música.
“Ela foi uma música viciante, que caiu na graça do povo. O tempo todo o pessoal está postando em reels, em stories, ouvindo no rádio, no YouTube. Foi uma música que realmente a galera abraçou 100%”, destacou.
A faixa é de autoria do artista rondoniense Tom Brito. Para ele, o hit tem um significado especial:
“Cara, foi incrível ver o crescimento da música, mas o que mais me deixou feliz foi que, desta vez, é uma banda da minha cidade. Sem dúvidas, esse hit tem um gosto diferente de qualquer outro que eu tenha escrito”, afirmou.
Do quintal de casa aos sucesso
Tudo começou de forma simples: no quintal de casa. O que era apenas uma reunião entre amigos virou um projeto sério.
“A banda foi criada em 2011, mas só em 2015 começamos a tocar em aniversários. Era outra formação, com cantores que hoje estão em outras bandas. No começo, era só pelo prazer mesmo”, relembrou Remerson.
De lá para cá, o grupo foi ganhando espaço e estruturando a carreira. A trajetória inclui mudanças na formação, novos projetos e até momentos de recomeço, como quando o próprio Remerson entrou para a banda após o fim de outro grupo musical do qual fazia parte.
“A gente começou praticamente do zero, mas com muita vontade de fazer dar certo"', relata.
Hoje, com uma música viralizando e conquistando números expressivos, o grupo celebra o momento, mas mantém os pés no chão. Para eles, o sucesso é resultado de persistência e de uma história construída aos poucos.
O grupo se organiza e se prepara para novos projetos, enquanto colhe os frutos do sucesso de “Se Não For Amor”, parte de um projeto audiovisual. Ao finalizarem todos os lançamentos atuais, as próximas gravações já têm datas previstas.
Grupo SambA+
Arquivo pessoal