Rondoniense Sabrina de Lima, de 42 anos
Reprodução/Redes sociais
O corpo da rondoniense Sabrina de Lima, de 42 anos, que morreu no início de abril, em Portugal, após um acidente de trânsito, deve chegar a Porto Velho na madrugada deste domingo (26).
A família da vítima passou 14 dias tentando viabilizar o translado. De acordo com os familiares, o corpo já está em Guarulhos (SP) e deve chegar a Rondônia durante a madrugada. Em seguida, será levado para Jaru (RO), onde ocorrerão o velório e o sepultamento, encerrando a angústia da família diante da perda repentina.
“Não vou dizer que estou feliz por trazê-la para enterrar aqui, porque não estou. Eu queria que ela estivesse viva [...] Mas conseguimos trazê-la para ficar mais perto da gente”, desabafou a mãe, Maria Lima.
Segundo ela, o translado só foi possível graças à ajuda de diversas pessoas que contribuíram com a campanha de arrecadação, realizada por meio de uma vaquinha e uma rifa solidária.
“A gente não tinha condições de trazê-la de lá, porque é muito caro. Mas o povo daqui de Jaru é muito solidário e ajudou muito”, relatou.
O acidente
Sabrina de Lima, natural de Jaru (RO), morreu após sofrer um acidente de motocicleta em Lisboa. Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
De acordo com a família, o acidente ocorreu na manhã de sexta-feira (10), quando Sabrina se envolveu em uma colisão com outros dois veículos enquanto pilotava uma motocicleta. Ela foi encaminhada ao hospital, onde permaneceu internada, mas morreu na manhã de sábado (11).
Ao g1, a mãe da vítima contou que Sabrina morava sozinha no país europeu, longe dos filhos e demais familiares.
Local onde Rondoniense morreu após acidente de moto em Lisboa
Reprodução/ Correio da Manhã
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Morte de bebê em Porto Velho levanta suspeitas de negligência
A Polícia Civil investiga a morte de uma bebê prematura, ocorrida na última terça-feira (21), após cerca de 47 dias de internação no Hospital de Base, em Porto Velho(RO). Nascida no dia 4 de março, com sete meses de gestação, Stefany Dandara não resistiu, e os pais acusam o Estado de negligência.
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Dandara nasceu com sete meses de gestação e foi diagnosticada com uma inflamação aguda causada por corioamnionite, uma infecção que atinge o líquido amniótico.
➡️A condição ocorre quando bactérias presentes no corpo da mãe chegam até o fluido que envolve o feto. Sem imunidade suficiente, o bebê pode ingerir esse líquido contaminado, o que favorece a disseminação da infecção pelo organismo.
Segundo a família, durante o período em que a criança esteve internada, houve falta de materiais essenciais para o tratamento de recém-nascidos na unidade.
“Faltavam máscaras para a gente, faltava esparadrapo de qualidade, faltavam curativos, faltavam sondas. No caso da minha filha, faltou sonda gástrica. Ela acabou usando uma numeração muito grande, e o leite entrava muito rápido, fazendo ela vomitar. Em uma dessas situações, acabou indo para o pulmão”, disse a mãe Crislaine Vitória.
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O pai, César Ferreira, contou que a família precisou comprar materiais por conta própria para garantir o tratamento da filha.
“A gente teve que comprar curativos específicos para o braço dela, para não pegar água, não dar bactéria. Era essencial, porque ela só conseguia tomar os medicamentos por aquele acesso”, relatou.
Crislaine Vitória também afirma que houve momentos em que faltaram itens básicos de higiene, como gaze ou lenços de limpeza.
“A gente fica imaginando: se a gente que conseguiu levar esse básico ainda sofreu, imagine quem não consegue”, disse.
De acordo com a família, a criança chegou a apresentar melhora após o tratamento inicial contra o quadro infeccioso, mas pouco tempo depois desenvolveu uma nova infecção, desta vez adquirida no ambiente hospitalar, o que acabou desencadeando uma série de outras complicações de saúde.
Diante da situação, a família registrou queixa e buscou diferentes órgãos de controle. Dentre eles está a Defensoria Pública de Rondônia, que acompanha o caso. O defensor Sérgio Muniz informou que já foi iniciado um procedimento preliminar para apurar as circunstâncias da morte e que já encaminharam ofícios à direção do hospital e à Secretaria de Saúde, requisitando informações.
“É importante salientar que as famílias, assim como as suas crianças que estão sendo atendidas pelo SUS, têm todo o direito à saúde garantido, não só pela Constituição Federal, como pelas leis”, reforça o Defensor.
O que diz o Estado?
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que a bebê prematura estava em estado clínico extremamente grave e recebeu assistência intensiva contínua durante toda a internação.
Segundo a Sesau, apesar dos esforços da equipe, o quadro evoluiu para falência múltipla de órgãos, condição que apresenta alta taxa de mortalidade em recém-nascidos prematuros, e destacou que todas as condutas foram adotadas de forma técnica e adequada à gravidade do caso.
Confira a nota na íntegra:
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que a bebê prematura, S. D., estava internada no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, estava com quadro clínico extremamente grave, durante todo o período de internação, o bebê recebeu assistência intensiva contínua, com suporte avançado de vida e uso dos recursos disponíveis, incluindo ventilação mecânica, medicamentos vasoativos, antibióticos de amplo espectro e monitorização constante.
Apesar de todos os esforços e intervenções médicas, o quadro evoluiu para falência múltipla de órgãos, essas condições, especialmente em recém-nascidos prematuros, estão associadas a alta taxa de mortalidade, resultando no óbito. Ressaltamos que todas as condutas foram adotadas de forma técnica, ética e tempestiva, compatíveis com a gravidade extrema apresentada desde a admissão.
A pasta lamenta profundamente o desfecho e se solidariza com a dor da família. Reafirmamos nosso compromisso com a dedicação integral ao cuidado dos pacientes e com a busca constante pela vida, mesmo diante de situações clínicas de altíssimo risco.
Pais de Stefany Dandara comemorando o primeiro mês dela
Acervo Pessoal
Stefany Dandara
Acervo Pessoal
Casal que planejou assassinato de dentista em Vilhena vai a júri popular
Os réus Raqueline Leme Machado e o namorado dela, Maikon Sega Araújo, foram condenados pela morte do dentista Clei Bagattini. O julgamento aconteceu em Vilhena (RO) e durou mais de 18 horas, sendo finalizado na madrugada deste sábado (25).
Clei Bagattini foi morto a tiros dentro do próprio consultório, em julho de 2024. Uma terceira pessoa envolvida no crime, Maicon Raimundo, autor dos disparos, não foi a julgamento porque morreu durante uma troca de tiros com a polícia no município de Colniza (MT), após passar cinco meses foragido.
O Tribunal do Júri ocorreu no Fórum Desembargador Leal Fagundes. Os jurados condenaram ambos os réus pela morte do dentista, mas com diferenças nas penas.
Maikon foi condenado por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe, já que ele cometeu o crime para receber recompensa, e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena foi fixada em 23 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial fechado. O réu não poderá recorrer em liberdade.
Quanto a Raqueline Leme Machado, o júri afastou as qualificadoras e a condenou por homicídio simples. A pena foi fixada em seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. Como já respondia ao processo em liberdade, ela poderá recorrer solta e seguirá sob monitoramento por tornozeleira eletrônica até o fim dos recursos.
O g1 entrou em contato com a defesa dos réus, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Relembre o caso
Imagens de câmeras de monitoramento e informações da secretaria do dentista apontam que Maicon Raimundo esteve duas vezes na clínica antes do crime: na primeira vez ele pediu para ser atendido especificamente por Clei e na segunda vez foi confirmar a consulta.
Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil revelou que o assassinato do dentista Clei Bagattini foi encomendado. Ou seja, o principal suspeito do assassinato foi pago para executar o “serviço”. A polícia ainda não revelou o mandante do crime.
A polícia também informou que os suspeitos de envolvimento na morte do dentista Clei Bagattini se reuniram em uma chácara e fizeram um churrasco para planejar os detalhes finais do assassinato.
Clei Bagattini, de 50 anos, foi morto a tiros por um paciente que havia tentado marcar uma consulta
Reprodução/redes sociais
Raqueline Leme Machado
Polícia Civil/Divulgação
Maicon da Silva Raimundo (autor dos disparos)
Polícia Civil/Divulgação
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Terminou por volta das 3h deste sábado (25), em Vilhena, o julgamento de Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado, acusados de envolvimento no assassinato do dentista Clei Bagattini (leia mais AQUI). A sessão do Tribunal do Júri começou às 8h de sexta-feira (24) e se estendeu por quase 19 horas. Ao final dos debates […]